Follow by Email

sábado, 10 de dezembro de 2011

"PARAENSES NÃO QUER DIVISÃO DO ESTADO!


Pesquisa aponta vitória do 'não' em plebiscito sobre divisão do Pará


BELÉM - A última pesquisa antes do plebiscito sobre a divisão do Pará, divulgada nesta sexta-feira, 9, pelo Instituto Datafolha, sepultou as esperanças dos separatistas no Estado. A consulta revelou que 65% dos habitantes dos Estado é contra a criação de Carajás e 64% é contra Tapajós.
Pesquisas anteriores já haviam indicado que o 'não' à separação será majoritário, principalmente em Belém e nas grandes cidades da região metropolitana, onde se concentra a maioria do eleitorado.
O Datafolha divulgou que a pesquisa, registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número 52641/2011, foi feita de terça, 6, a quinta, 8, com 1.213 eleitores em 53 cidades paraenses. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Protesto de separatistas bloqueia rio no Pará


Às vésperas do plebiscito sobre a divisão do Pará em três Estados, manifestantes favoráveis à criação do Estado de Tapajós bloquearam ontem o Rio Amazonas com dezenas de canoas, em frente ao porto de Santarém, impedindo o tráfego de navios carregados de bauxita.
Enfeitadas com bandeiras do movimento pró-Tapajós, as canoas com motor de popa - chamadas de 'bajaras' na região - tentaram impedir a passagem de navios carregados de bauxita oriundos de Oriximiná, cidade localizada cerca de 200 quilômetros rio acima.
O município é sede da empresa Mineração Rio Norte. Segundo a assessoria de imprensa da frente pró-Tapajós, um navio conseguiu furar o bloqueio, mas outro ficou retido. A Capitania dos Portos em Santarém se mobilizou para evitar eventuais choques de embarcações durante o protesto.
Segundo os separatistas, o bloqueio da bauxita - minério utilizado na fabricação de alumínio - é uma forma de atacar simbolicamente o modelo econômico de exploração da região. Para os defensores de Tapajós, as riquezas provenientes da mineração não trazem benefícios para a população, a quem consideram 'abandonada' pelo governo paraense.
A causa separatista conquistou a imensa maioria da população de Santarém e dos municípios vizinhos, e também a de Marabá e arredores, onde ficará sediado o Estado de Carajás, caso a divisão seja aprovada no plebiscito de amanhã.
Mas a possibilidade de isso acontecer é remota: pesquisas indicam que o 'não' à separação é majoritário em Belém e nas grandes cidades da região metropolitana, onde se concentra a maioria do eleitorado.
Abstenção. Integrantes da frente que defende a manutenção do atual território do Pará monitoraram nos últimos dias a saída de carros de Belém para avaliar os efeitos do feriado da última quinta-feira, dia de Nossa Senhora da Conceição.
A frente pelo voto 'não' no plebiscito temia que o feriado local provocasse a saída em massa de eleitores da capital, mas, segundo seus líderes, isso não ocorreu. 'A saída de veículos foi menor do que temíamos', disse o deputado Zenaldo Coutinho (PSDB-PA), um dos organizadores da campanha.
Por temer uma abstenção muito alta no plebiscito, os defensores do 'não' chegaram a consultar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a possibilidade de mudar a data da consulta, mas receberam resposta negativa.
No interior do Estado, onde o voto pró-separação é majoritário, a preocupação com a alta abstenção também existe. As cidades do sul e do oeste do Pará têm elevada parcela de suas populações morando em zonas rurais, que nem sempre têm transporte regular até as zonas de votação.
Em eleições normais, apesar de a prática ser proibida, o transporte de eleitores costuma ser organizado pelos próprios candidatos, principalmente os que concorrem a cargos no Poder Legislativo.
As frentes separatistas também temem a desmobilização de parte de seus simpatizantes se pesquisas indicarem a vitória do 'sim' como inevitável.


Postado por;




***FRANCIS DE MELLO***

Nenhum comentário:

Postar um comentário