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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

"MINISTRA IDELI QUER VER DEPUTADO DE PT POR SP FRITO"


Ministra Ideli 'frita' o líder

 Vaccarezza, que pode 

perder posto.


Deputado Federal por São Paulo, líder do governo Dilma na 

Câmara dos Deputados e líder do PT (Partido dos 

Trabalhadores). Pode ser frito em reforma por Ministra Ideli!

Apesar das vitórias no Congresso, a presidente Dilma Rousseff está preocupada 
com um curto-circuito na linha de transmissão entre o Planalto e a articulação política. 
No governo, já se detectou que é bastante delicado o clima entre a ministra de Relações
 Institucionais, Ideli Salvatti, e o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP).
Lideranças de partidos aliados garantem que os dois têm uma relação estritamente formal, 
o que rendeu momentos de tensão ao longo do primeiro ano do governo Dilma Rousseff. 
Diante das dificuldades de diálogo entre os dois, o líder do PT na Câmara, 
deputado Paulo Teixeira (SP), ganhou relevância e, aos poucos, assumiu papel de destaque 
na interlocução entre Câmara e o Planalto.
A aposta agora é que Vaccarezza acabe substituído pela presidente Dilma na reforma
 ministerial programada para o início de 2012. Antes considerado o patinho feio do PT, 
Teixeira é hoje o mais cotado para assumir o cargo. 'Enquanto o Vaccarezza acumulou 
desgastes com o Planalto, o Paulo Teixeira soube se cacifar ao defender com unhas e dentes 
propostas do governo', observa um petista. Ficou cada vez mais usual o líder do governo e a ministra
 ficarem em lados opostos em votações de interesse do Palácio do Planalto.
Um dos exemplos citados pelos aliados como demonstração do desgaste de Vaccarezza com o 
governo foi a primeira votação do Código Florestal, em meados do ano, na Câmara. Apesar de a
presidente ter avisado que não estava disposta a ceder aos ruralistas, o líder se bandeou para 
o lado do PMDB e dos grandes proprietários de terra. Enquanto isso, Teixeira assumiu praticamente 
sozinho a defesa do Planalto, ficando isolado sem poder evitar o que foi, até hoje, a maior derrota do 
governo Dilma na Câmara.
Outro episódio lembrado tanto por aliados quanto pela oposição foi a eleição da ex-deputada 
Ana Arraes (PSB-PE) para o Tribunal de Contas da União (TCU). Na época, Vaccarezza fez campanha 
aberta pela indicação do hoje ministro de Esportes, Aldo Rebelo (PC do B-SP).
A falta de empatia entre Vaccarezza e Ideli às vezes chega a extremos. Foi o caso da votação do 
primeiro e do segundo turno da prorrogação da Desvinculação das Receitas da União (DRU) 
até 2015, proposta tida como essencial para o governo,
Ideli se instalou de mala e cuia no gabinete da presidência da Câmara e não arredou o pé com 
receio de que o líder acabasse cedendo aos apelos da oposição e fechasse acordo para reduzir o 
tempo de vigência da DRU.
Ao eleger Teixeira como interlocutor confiável junto ao Planalto, Ideli acaba deixando Vaccarezza 
em maus lençóis, com a base aliada à deriva em algumas votações de interesse do governo.

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***FRANCIS DE MELLO***

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