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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

"A BATALHA DE LULA CONTRA O CÂNCER"



Quimioterapia



No tratamento do câncer na laringe, o paciente pode ser submetido a quimioterapia e radioterapia ou cirurgia, dependendo da evolução da doença. Classificado como intermediário pela equipe médica do Hospital Sírio-Libanês, o câncer de Lula está sendo combatido com quimioterapia e, em janeiro, o ex-presidente fará radioterapia. Por enquanto, uma operação está descartada. Às 10h30 do dia 31 de outubro, os médicos inseriram um cateter no lado direito do peito de Lula, chamado de Portocath, um cano de 10 cm de comprimento que é ligado diretamente na veia subclávia. Através dele, os medicamentos contra o câncer irão direto para a corrente sanguínea. Além disso, o ex-presidente está com uma bolsa de infusão, presa na cintura, para injeção do quimioterápico através de uma válvula com fluxo constante. Lula recebe um coquetel com os medicamentos taxotere, cisplatina, fluorouracila durante cinco dias, descansa duas semanas e retorna ao hospital para recomeçar a quimioterapia. Serão três etapas até a radioterapia.
Radioterapia
A radioterapia no tratamento dos tumores na laringe é um método que procura preservar o órgão e suas funções, entre elas, a qualidade vocal. Aliada à quimioterapia, tem apresentado resultados satisfatórios, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Em casos menos avançados da doença, a radioterapia tem poder de cura semelhante à cirurgia. Conforme o oncologista Ricardo Caponero, do Hospital Nove de Julho, em São Paulo, a pele fica queimada durante a radioterapia e há secura na saliva. Segundo ele, o tratamento é localizado e, por isso, os efeitos colaterais, citados acima, se restringem à região onde é feita a radioterapia.

Efeitos colaterais


A quimioterapia age para tentar interromper a multiplicação desordenada das células. Como ela não é seletiva, não atua apenas sobre as células doentes, atacando também as células sadias. Por isso, as células que mais sofrem com a ação da quimioterapia são as que se renovam mais rapidamente. Portanto, de acordo com Ricardo Caponero, Lula deve perder os pelos do corpo, o cabelo e a barba, ter um envelhecimento da pele e uma baixa no sistema de defesa do organismo. Ele também deve ter períodos de náuseas e vômitos, aftas na boca, diarréia e alterações no paladar. Caponero ressalta que a quimioterapia e a radioterapia não devem alterar a voz do ex-presidente. A partir do 20º dia de tratamento, os efeitos colaterais começam a ser mais perceptíveis para o paciente.
Cura ou cirurgia

Em janeiro, Lula será submetido a sessões de radioterapia. Conforme a equipe médica que o atende no Hospital Sírio-Libanês, em fevereiro ele pode ser considerado curado da doença. Por outro lado, se o câncer se mostrar resistente aos remédios e não for eliminado, o ex-presidente provavelmente terá que sofrer uma cirurgia para remoção do tumor, segundo Ricardo Caponero. Pode-se remover parcial ou totalmente a laringe, dependendo da extensão do tumor. Se for necessário retirar toda a laringe ou uma parte muito grande dela, o paciente deverá permanecer com uma traqueostomia definitiva e não terá mais uma voz normal.

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***FRANCIS DE MELLO***



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