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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

"DILMA FARÁ REFORMA MINISTERIAL COM MAIS CAUTELA E GOVERNABILIDADE"


Atualizado: 27/12/2011 3:05

Dilma opta por 'balancear' 

equipe para evitar atritos.


Dilma quer 'balancear' seu ministério
Dilma quer 'balancear' seu ministério.

Disposta a evitar novas brigas com a base 
aliada logo no início do ano eleitoral de 2012, 
a presidente Dilma Rousseff planeja agora 
uma reforma ministerial mais modesta, chamada 
no Palácio do Planalto de 'balanceamento' da
 equipe. A ideia é conter o desgaste político na Esplanada sem promover mudanças bruscas, 
nem desalojar partidos que compõem a coalizão, nessa temporada de sucessão municipal.
Depois de perder seis ministros alvejados 
por denúncias de corrupção e um por incompatibilidade política, Dilma quer mexer 
menos em nomes e mais na gestão do governo, 
ao menos por enquanto. Antes de sair de férias, 
na sexta-feira, ela deu aos auxiliares a seguinte 
ordem: 'Não fiquem especulando sobre a reforma porque não quero que este seja o assunto do 
recesso'.
A cúpula do PR pediu a Dilma para trocar o 
ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos,
 que assumiu o posto com a queda de Alfredo Nascimento, em julho. O partido alega ter sido o 
único a não indicar o sucessor do ministro defenestrado e exige a substituição de Passos 
para se reintegrar à base aliada. Uma ala quer emplacar o deputado Luciano Castro (RR) 
e outra, Milton Monti (SP). Por ora, Dilma resiste.
Embora a presidente não tenha definido o 
formato final da equipe, o PSB do governador 
do Ceará, Cid Gomes, tem chance de retomar 
o Ministério da Ciência e Tecnologia. 
O titular, Aloizio Mercadante, vai a para 
Educação, no lugar de Fernando Haddad (PT), 
que deixará o governo em janeiro para fazer 
campanha pela Prefeitura de São Paulo.

Latifúndio. Em conversas reservadas, 
a presidente avaliou que o PSB terá de abrir 
mão ou da Secretaria dos Portos ou do 
Ministério da Integração Nacional, se quiser reconquistar Ciência e Tecnologia. 
Apesar de interessada em afagar o governador
de Pernambuco, Eduardo Campos - presidente
 do PSB e possível candidato ao Planalto, 
em 2014 -, Dilma avalia que os socialistas não 
podem ocupar um latifúndio.
No cenário de hoje, é dado como certo o 
rearranjo de apenas 5 das 38 pastas na 
Esplanada, mas essa configuração pode 
mudar, se incluir Transportes. 
Além de Haddad e Mercadante, devem 
ser trocados Mário Negromonte (Cidades), 
Iriny Lopes (Mulheres), que quer disputar 
a Prefeitura de Vitória, e Paulo Roberto 
Pinto, interino no Trabalho.
Outro capítulo curioso refere-se ao ministro 
da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho. Filiado ao PSB, ele mudou o título eleitoral de Petrolina para Recife, a pedido do governador, 
mas só disputará a Prefeitura em último caso. 
Os socialistas preferem repetir a parceria 
com o PT, desde que o candidato não 
seja o prefeito, João da Costa.
Cidades. A troca em Cidades é tida como 
'favas contadas' no Planalto. Para Dilma, 
Negromonte não correspondeu às expectativas 
e pecou pela ineficiência. Alvo de denúncias,
ele perdeu o apoio da maioria da bancada 
do PP na Câmara.
Diante da mudança iminente, PT e PMDB 
se assanham para assumir o poderoso ministério.
 Na seara petista, dois grupos paulistas estão 
de olho na cadeira: um apadrinha o deputado 
José Di Filippi Junior, ex-tesoureiro da 
campanha de Dilma, e outro, a senadora 
Marta Suplicy.
Nos bastidores do Planalto, o comentário 
é que será difícil o PT ganhar mais cargos, 
pois já comanda 17 pastas. Além disso, o 
PT de São Paulo manteve-se à frente da 
Educação com a escolha de Mercadante. 
Apesar das negativas de Dilma, há estudos 
em andamento sobre a conveniência de unir 
Portos e Transportes, Pesca e Agricultura, 
e Trabalho e Previdência.
É provável que Trabalho siga sob o 
comando do PDT. Dilma chegou a considerar a possibilidade de transferir a sigla para outra 
pasta, mas ainda avalia o assunto. 
Está contrariada com a pressão do PT e da CUT, 
que gostariam de abocanhar novamente Trabalho. 
Nas fileiras do PDT, dois deputados próximos a 
Dilma são cotados para o ministério: 
Brizola Neto (RJ) e Vieira da Cunha (RS).

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***FRANCIS DE MELLO***

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