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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

"ISRAELENSES FAZEM PROTESTOS CONTRA SEGREGAÇÃO SEXUAL"


Cidade israelense protesta contra segregação sexual


















Grupo de judeus ultra-ortodoxos tem entrado em conflito com autoridades para implementar medidas que segreguem homens e mulheres.
A cidade israelense de Beit Shemesh, próxima a Jerusalém, se tornou nesta terça-feira palco de manifestações contra a maneira que alguns judeus ultra-ortodoxos têm tratado as mulheres.
Nos últimos dias, houve confrontos na cidade entre membros da comunidade conservadora judia e a polícia. Alguns homens ultra-ortodoxos têm reivindicado uma segregação severa entre homens e mulheres, além de exigir um vestuário feminino mais "modesto".
Manifestantes, que seguravam placas nas quais se liam "Liberte Israel da coerção religiosa" e "Impeça Israel de se tornar o Irã", se reuniram na noite de terça-feira no centro da cidade.
O premiê Benjamin Netanyahu prometeu que colocaria um fim nas tentativas de forçar a segregação entre sexos. Ele acrescentou que a perseguição e a discriminação não têm espaço na democracia liberal.
O presidente Shimon Peres instou os israelenses se manifestarem contra os judeus fanáticos. "Estamos lutando pela alma da nação e pela essência do Estado", disse Peres em declarações transmitidas de um evento em sua residência oficial. 


















"Hoje é um teste em que toda a nação terá que se mobilizar para resgatar a maioria das garras de uma pequena minoria que está acabando com nossos valores mais reverenciados", disse Peres. "Ninguém tem o direito de ameaçar uma menina, uma mulher ou qualquer outra pessoa do jeito que for", disse. "Eles não são os senhores desta terra".
Alguns judeus ultra-ortodoxos, que procuram se distanciar daqueles chamados "extremistas", disseram que participariam da marcha realizada nesta terça. Na segunda-feira, um policial ficou ferido e um número de judeus ortodoxos foram detidos depois que um grupo de 30 residentes atacou a polícia com pedras e ovos.
O incidente teria acontecido depois que a polícia tentou remover uma ordem de segregração. Uma equipe de cinegrafistas que tentava gravar imagens na cidade foi cercada e assediada, o que marca o segundo ataque contra jornalistas em dias.
Segundo repórteres, no domingo, uma equipe de TV teve sua van atacada com pedras enquanto trabalhava no local. O suposto ataque aconteceu depois que o canal de TV para o qual trabalhavam ter transmitido uma reportagem sobre Naama Margolese, uma garota americana de oito anos que disse estar com medo de ir à escola por conta dos judeus ultra-ortodoxos.
Depois dos confrontos na segunda-feira, ativistas ultra-ortodoxos não identificados de Beit Shemesh divulgaram um comunicado condenando a violência, mas também acusando a mídia de fazer "provocações deliberadas no intuito de fazer seus pacíficos, tranquilos e tolerantes residentes, que vivem suas vidas de acordo com suas crenças, parecerem pessoas más".
Esses conflitos se tornaram mais frequentes em Israel nos últimos dias, uma vez que as autoridades têm confrontado os esforços de judeus ultra-ortodoxos de segregar as mulheres em lugares públicos.
Um repórter da BBC em Jerusalém disse que os eventos têm destacado uma crescente divisão religiosa em Israel. Fatos como esses incluem reivindicações para separar assentos para mulheres em ônibus e um caso recente de alguns soldados que se recusaram a permanecer em um show realizado por cantoras mulheres.
Judeus ultra-ortodoxos, segundo a BBC, representam 10% da população em Israel. A comunidade tem uma alta taxa de natalidade e cresce rapidamente. 

Notícias Cristãs




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***FRANCIS DE MELLO***

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