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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

"APÓS ATENTADO CONTRA JUÍZA EM RIO CLARO-SP, TJ REQUISITA ESCOLTA A 3 JUÍZAS"


Após atentado a Fórum, TJ-SP requisita escolta a 3 juízas
13 de janeiro de 2012  atualizado às 12h15




Após um atentado a bomba deixar duas pessoas feridas no Fórum de Rio Claro (SP), o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) requisitou escolta policial à juíza diretora do Fórum, Cynthia Andraus Carretta, e outras duas magistradas que trabalham no prédio e vêm recebendo ameaças de morte. As três foram recebidas na quinta-feira pelo presidente do TJ-SP, Ivan Sartori.
Segundo a polícia, o artefato explosivo estava dentro de uma caixa de papelão e era endereçado à diretora do Fórum. A bomba foi detonada quando dois funcionários manuseavam o pacote e conversavam sobre o destinatário ser a juíza. O oficial de Justiça José Carlos Menotti e o funcionário público João Alfredo Torres da Silva Melo tiveram cortes nas mãos, rosto e tórax. Apenas Menotti continua internado em um hospital.
Nesta sexta-feira, o Fórum permaneceu fechado para a investigação de quem seria o responsável pela bomba. A polícia apura se o atentado seria uma retaliação ao trabalho da juíza Carreta. "A principal hipótese que a gente leva em conta é que alguma pessoa está insatisfeita com a atuação da juíza de direito por alguma razão", disse o delegado seccional Roberto José Daher. A polícia requisitou imagens das câmeras de vigilância dos comerciantes das ruas laterais ao fórum para tentar identificar quem deixou o pacote no local.
Daher não descarta uma averiguação em processos que passaram pelo fórum e foram conduzidos por Cyntia. O delegado descreve a bomba como de fabricação caseira composta de material explosivo, cacos de vidro, pregos e tachinhas. O detonador estava dentro de uma figura de Papai Noel embrulhado em papel dourado.
Associação de juízes condena atentado
Em nota, a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) repudiou o que classificou de "atentado" ao Fórum de Rio Claro. "Pela terceira vez neste ano, o trágico fato confirma a escalada ascendente de violência sobre juízes e fóruns, reaberta, no dia 2 de janeiro, com um incêndio no Fórum de Nova Serrana (centro-oeste mineiro) à luz do dia, e agravada com o atentado aos familiares de uma magistrada cearense, no dia 4. Agora, enviam até bomba por correspondência para atingir outra juíza, que nada mais faz do que cumprir sua missão de julgar. Não vamos tolerar outro bárbaro assassinato como aquele que vitimou nossa colega Patrícia Acioli, com 21 tiros, no Rio de Janeiro", afirma a nota.


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***FRANCIS DE MELLO***

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