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domingo, 22 de janeiro de 2012

''DÓI O CORPO FICAR SEM O USOS DAS DROGAS''


A cura definitiva não é a meta de nenhum dependente químico. Mesmo na fissura, eles não se iludem com promessas de resultados fáceis e definitivos. O usuário de drogas sabe que a busca pela abstinência é longa e dolorosa. 'Dói o corpo ficar sem fumar crack, por isso muita gente não quer nem tentar', afirma a advogada afastada do Tribunal de Justiça paulista A.T.S.C., de 39 anos.
Internada na clínica Monte Rey, ela já é considerada uma 'aprendiz'. Está limpa desde que chegou à comunidade, de forma voluntária, em fevereiro do ano passado, e agora tenta ajudar os mais novos. 'Cheguei a fumar mais de 50 pedras em poucas horas. Gastava R$ 500 por dia. Perdi minhas duas filhas, meu emprego, meu dinheiro. Hoje, busco o autoconhecimento para recuperar tudo isso e não precisar mais da sensação que a droga dá', diz.
Para a advogada, a internação é essencial no processo de tratamento de qualquer usuário. 'Foi fundamental para mim. Até porque só comecei a aceitar e a entender o tratamento após três meses. As coisas não são imediatas. Cada um tem seu tempo e a internação me ajudou a descobrir o meu. Passei 20 anos usando cocaína e só quando entrei no crack percebi que não dava mais.'
Em acompanhamento terapêutico e clínico, A. afirma que já conseguiu se livrar das dores provocadas pela abstinência. 'E também da paranoia, que aumenta na mesma proporção do uso. Quanto mais você fuma, mais desenvolve essa sensação de alerta constante. É um ciclo, porque aí você quer fumar de novo para esquecer dela. E não para mais. Depois de destruir meu apartamento e assumir uma dívida de R$ 80 mil, pedi ajuda para o meu pai. E, aos poucos, as coisas vão indo e eu vou esquecendo do crack, que foi a única droga que me fez esquecer da cocaína.'
Sabemos de casos de pessoas que não tem o dinheiro para manter o vício, então se sujeitavam a vender o corpo em troca de um pouco da droga para se manter aceso. Mas com a ajuda de uma Igreja evangélica que a acolheu, conseguiu se redimir , e já está 75% curado, inclusive dando palestras e testemunhos sobre a decisão de ter aceito a ajuda da entidade (Igreja), pois não tinha dinheiro nem para manter o vício como mencionado, quanto mais para pagar uma clínica especializada no assunto que em geral custa em torno de mil reais dia para garantir o distanciamento das drogas. Além das dores que as pessoas sente no corpo, existem as dores da perda, pois em grande parte, o prejuízo chega ser destroçador, perdem os melhores amigos, credibilidade, trabalho, e tudo quanto a pessoa tinha quando ainda não era usuário!
O governo disse ter investido milhões para o combate as drogas, mas, não vemos clinicas especializados no assunto com profissionais qualificados ao dispor desses usuários, existem aí algumas delas, mas, não há funcionário especializado e tão pouco preocupado com o segmento da vida desses necessitados!




Escrito por;





***FRANCIS DE MELLO***

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