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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

"FRONTEIRA DO PARAGUAI COM O BRASIL ESTÁ PERTO DE CONFLITO, DIZ SENADOR PARAGUAIO"


Paraguaio diz que fronteira com Brasil está à beira de conflito
24 de janeiro de 2012  13h44  atualizado às 14h43



O senador e presidente da Comissão Permanente do Congresso paraguaio, Efraín Alegre, advertiu nesta terça-feira sobre os riscos de violência no sudeste do país, onde camponeses reivindicam terras de produtores de soja de origem brasileira.
Desde meados de 2011, membros de um novo agrupamento de "sem- terra", a Liga Nacional de Carperos (LNC), estão acampados em torno de uma faixa de fronteira com o Brasil na qual produtores de origem brasileira, chamados "brasiguaios", cultivam soja, principal fonte da economia paraguaia.
"Estamos à beira de um confronto violento. As forças policiais existentes na região são insuficientes para controlar a segurança das pessoas", afirmou Alegre a jornalistas após viajar na segunda-feira a essa área do país.
Uma delegação da Comissão Permanente, que funciona durante o recesso, se transferiu na segunda-feira a Santa Rosa do Monday, a 400 km de Assunção, nos limites dos departamentos Alto Paraná e Itapúa para escutar as exigências de milhares de "brasiguaios".
Estes produtores agrícolas rejeitam a demarcação realizada por uniformizados das Forças Armadas a pedido do Instituto de Desenvolvimento Rural e da Terra (Indert) para determinar se há excedente de terras públicas.
A tarefa topográfica é acompanhada pelos "carperos", a quem os produtores acusam de ter responsabilidade pela tensão vivida na área.
"Há uma situação sumamente perigosa e o Poder Executivo deve tomar medidas com toda a responsabilidade no caso", disse Alegre ao explicar que examinarão o vídeo da situação vivida na semana passada pela prefeita de Santa Rosa, María Víctoria Salinas.
A prefeita se apresentou no lugar para mediar o conflito, mas teve que fugir em um veículo que foi atacado com paus e pedras.
O dirigente "carpero" Eulalio López disse após uma reunião com o chefe de Estado, Fernando Lugo, que a violência parte dos colonos brasileiros e que tiveram que se defender deles "com ferramentas de trabalho, não com armas".
Grande parte das terras em litígio nessa região se encontram no nome do fazendeiro brasileiro Tranquilo Favero, principal produtor individual de soja no Paraguai, e abrangem os distritos de Ñacunday, Santa Rosa e Santa Rita.


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***FRANCIS DE MELLO***

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