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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

"TRAFICANTE NEM, DA ROCINHA, FOI ATENDIDO EM (UPA) ESCOLTADO POR 40 BANDIDOS DIZ POLÍCIA"

Chefe do tráfico tem andado com três 

seguranças e grande quantia em dinheiro





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Nem procurou socorro em UPA da Rocinha, segundo polícia






























O delegado titular da delegacia da Gávea (15ª DP), Carlos Augusto Nogueira, disse nesta terça-feira (8) que o traficante Nem, chefe do tráfico na favela da Rocinha, em São Conrado, na zona sul do Rio, foi atendido na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da comunidade na madrugada de segunda-feira (7).
Segundo a informação recebida pela polícia, pelo menos 40 traficantes armados com fuzis fizeram a segurança dele durante o atendimento. Ainda de acordo com o delegado, Nem teria deixado a UPA ainda com soro no braço.
Nogueira disse também ter informações de que, com o anúncio da operação para ocupação da Rocinha na próxima quinta-feira (10), Nem tem andando acompanhado, 24 horas, por três seguranças fortemente armados e com grande quantia em dinheiro, para uma possível fuga.
Ainda de acordo com a polícia, o bandido teria passado mal ao misturar álcool e drogas. Nogueira vai investigar agora sob quais circunstâncias se deram esse atendimento a um dos criminosos mais procurados pela Justiça do Rio e se houve coação de médicos e funcionários da UPA.




Pacificação;
As favelas do Vidigal e da Rocinha serão as próximas a receberem uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora). Policiais do Bope (Batalhão de Operações Especiais) e do Batalhão de Choque devem chegar à comunidade no próximo domingo (13), mas o início da ocupação já acontece a partir de quinta, com policiais à paisana colhendo informações no entorno das comunidades e o auxílio de helicópteros, que farão o último mapeamento antes da tomada pela PM.
Ainda não está completamente descartada a participação do Exército na ocupação, a exemplo do que aconteceu nos complexos de favelas do Alemão e da Penha, há um ano, mas segundo o Comando Militar do Leste não houve nenhuma solicitação por parte do governo do Estado.
A data da ocupação foi definida durante reunião com o alto escalão da Polícia Militar e da Secretaria de Segurança há duas semanas. No encontro ficou acertada a estratégia de ocupação. A opção de também entrar no Vidigal teria como objetivo impedir a fuga de traficantes para a favela vizinha.




maconha



Tráfico da Rocinha movimenta até R$ 2 milhões
por semana, segundo dados da Polícia Civil do Rio




Apesar de a Polícia Civil ter comemorado a apreensão de três toneladas de maconha, avaliadas em aproximadamente R$ 3 milhões, os traficantes da Rocinha, em São Conrado, na zona sul do Rio, são capazes de recuperar o prejuízo em pelo menos 15 dias.
De acordo com estimativas da Dcod (Delegacia de Combate às Drogas), a venda de drogas na favela movimenta de R$ 1,8 milhão a R$ 2 milhões por semana. Em um mês, a circulação de dinheiro pode girar em torno de R$ 8 milhões. A Rocinha é considerada a favela que mais vende drogas no Rio de Janeiro, principalmente cocaína.
Dominado pela mesma facção criminosa, o Complexo de São Carlos, no Estácio, região central da cidade, movimenta aproximadamente R$ 1 milhão, de acordo com a contabilidade da quadrilha apreendida pela Dcod.
A localização da Rocinha, numa das regiões mais nobres da cidade, é favorável ao tráfico pelo alto poder aquisitivo da população que vive nos bairros da região. Segundo o delegado Pedro Medina, uma modalidade que vem ganhando força na Rocinha é o investimento nos chamados vapores.
- É uma modalidade que vem ganhando força principalmente após a implantação das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora). As pessoas pegam a droga na favela para revender no asfalto. É uma forma muito lucrativa, porque os usuários não precisam ir até a favela para comprar a droga.
Outra modalidade frequente na zona sul é o disque-drogas, na qual motociclistas levam a droga em casa. A Rocinha é uma das poucas favelas onde há refinaria de cocaína. Apesar de nenhuma delas ter sido encontrada durante a operação desta terça-feira (19), foram achadas embalagens de produtos químicos usado no processo de refino da droga.
Abrigo para refugiados de UPPs
A favela da zona sul se transformou em abrigo para líderes do tráfico de outras favelas onde os traficantes perderam território para as UPPs. O criminoso conhecido como Coelho, que gerenciava a venda de drogas no Complexo de São Carlos, tinha até uma casa na favela.
De acordo com policiais ouvidos pelo R7, o criminoso ganharia uma boca de fumo lucrativa na Rocinha, caso fortalecesse o tráfico local com dinheiro e fuzis usados no São Carlos. A proposta teria sido feita por Nem, chefe do tráfico na Rocinha, mas não se concretizou.
Outros líderes do São Carlos, conhecidos como Lindinho e Jiló, também estariam na Rocinha, assim como chefes do tráfico no morro dos Macacos, em Vila Isabel, na zona norte do Rio, conhecidos como Scooby e Bebezão.
Nenhum deles foi preso, embora a polícia tenha encontrado a casa de Coelho na Rocinha. Um dos motivos apontados para a falta de prisões importantes foi o vazamento de informações da operação, que a Polícia Civil não confirmou.
A operação desencadeada nesta terça-feira contou com cerca de 200 policiais civis de várias delegacias. Até o fim da manhã de terça, 11 pessoas haviam sido presas e 42 veículos apreendidos. Além da droga, foram estourados um local onde eram produzidas mídias piratas e duas centrais clandestinas de TV por assinatura . Farto material falsificado, como tênis e roupas, também foram encontrados.


FONTE TERRA:


ESCRITO POR;


***FRANCIS DE MELLO***











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