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segunda-feira, 21 de novembro de 2011


Dilma reúne ministros para tratar do vazamento em Campos
21 de novembro de 2011


A Chevron foi multada em R$ 50 milhões pelo Ibama após vazamento na bacia de Campos, no Rio de Janeiro. Foto: Rogério Santana / Governo do Rio/Divulgação
A Chevron foi multada em R$ 50 milhões pelo Ibama após vazamento na bacia de Campos, no Rio de Janeiro
Foto: Rogério Santana / Governo do Rio/Divulgação



DIOGO ALCÂNTARA
Direto de Brasília
A presidente Dilma Rousseff (PR) convocou na tarde desta segunda-feira uma reunião para tratar do vazamento de petróleo na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro. A responsabilidade do acidente foi assumida pela subsidiária brasileira da petrolífera americana Chevron. O acidente ambiental foi detectado no último dia 8, quando funcionários da Petrobras avisaram a Chevron sobre uma mancha de óleo na água.
Dilma se reuniu com os ministros de Minas e Energia, Edison Lobão; Meio Ambiente, Izabella Teixeira; Defesa, Celso Amorim, além do comandante da Marinha do Brasil, Julio Soares de Moura Neto, e o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Haroldo Lima.
Na manhã de hoje, Haroldo Lima estimou que o vazamento de óleo varie entre 2,7 mil e 3 mil barris, uma vazão média de 330 barris por dia. O presidente da subsidiária brasileira da petrolífera, George Buck, fez uma projeção menor, de 2,4 mil barris. Edison Lobão disse que o ministério de Minas e Energia acompanha de perto os desdobramentos do vazamento. Segundo ele, se comprovada a responsabilidade da Chevron, a empresa deverá ser multada.
O ministro disse, porém, que o mais importante neste momento não é a punição da companhia, mas a solução para o vazamento. Para o diretor-geral da ANP, a multa máxima de R$ 50 milhões é pequena. O secretário de Meio Ambiente do Estado do Rio, Carlos Minc, também defende que a multa seja mais rigorosa. "A multa máxima de R$ 50 milhões está defasada porque houve um erro na lei que estipulou o valor. Então, há 12 anos, era R$ 50 milhões. Hoje eles representam metade do que deveria ser, algo em torno de R$ 115 milhões", disse ele, em entrevista para a rádio CBN.
Ontem, a Chevron assumiu total responsabilidade pelo vazamento de óleo. Segundo George Buck, um acidente com origem em um poço exploratório perfurado pela companhia no campo de Frade foi interrompido e o óleo residual migrou para as rochas no fundo marinho, formando volumes bem menores, de dezenas e não centenas de barris por dia, como anteriormente.
Infelizmente não estamos ainda preparados para este tipo de acidente, porém quero crer que com essa reunião com os ministros saia uma ideia genial de como estancar este vazamento, que para nosso desespero é algo que merece grande cuidado e atenção, pois estamos assistindo o maior desastre já visto no Brasil. Sabemos que com isso o mar, ficará, digo, está ficando poluído de maneira tal que com toda certeza dentro em pouco anos nossos filhos irão contabilizar os prejuízos dos seres marítimos que estão sendo atacados por um acidente provocado por pura falta de eficácia. 
Seria natural que a Chevron e até mesmo a Petrobras já estivessem preparados para esse tipo de acidente, tendo em vista a descoberta do chamado Pré-sal, e tantos outras minas de petróleo. Mas, pelo visto nem os presidentes das empresas em questão, bem como nossos políticos não fizeram grande caso para um possível desastre como o que estão agora enfrentando. Preciso seria que todos estes já tivessem se preparada há ao menos dez anos para saber lidar com um caso de emergência como o que enfrentamos agora, com a descoberta de que o Brasil poderia se tornar num grande produtor de petróleo, mas, parece mesmo que estes não fizeram conta da seriedade e responsabilidade em ser um grande produtor de petróleo! Mas, tomara mesmo que agora fechem as portas contra isso. É, fechar as portas, porque o brasileiro só fecha a porta depois de atacado, e nossos políticos não poderiam ser diferentes!

Escrito por;


***FRANCIS DE MELLO***  

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