sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Profissão de Papai Noel traz alegria e cachê de até R$ 6 mil






Ser Papai Noel pode render um cachê de até R$ 6 mil por 40 dias de trabalho na função. Foto: Sxc.hu/Terra


No período que antecede o Natal, a figura do Papai Noel ganha status de celebridade. Nos centros comerciais, o personagem aparece para atrair clientes e ouvir aos pedidos das crianças. Com isso, ser Papai Noel tornou-se uma profissão como outra qualquer. Só que, ao contrário do que se imagina, é preciso muito pique, dedicação e amor à função para aguentar a maratona de aproximadamente 40 dias ininterruptos de trabalho. 

Depois de 29 anos trabalhando na área de segurança de uma grande empresa automobilística, Wohnrath não tem nada a reclamar do emprego temporário que lhe rende um cachê de aproximadamente R$ 6 mil pelos 40 dias de trabalho. "É muito gostoso ser Papai Noel, pois é como se me tirassem da realidade. Fico mais contente com as crianças por perto", diz.

O aposentado Orlando Wohnrath, de 61 anos, há quatro anos trabalhando como Papai Noel, conta que foi difícil convencer sua esposa de que a profissão seria gratificante, tanto sentimental quanto financeiramente. "Minha mulher não aceitava a ideia de eu ser Papai Noel porque achava que era um tempo gasto à toa e, também, por não querer um marido barbudo e cabeludo. Mas expliquei meus motivos e ela acabou concordando. Sou apaixonado por crianças", conta.

Pedido de paz
Mas, como em toda profissão, nem tudo são flores. Que o diga Orlando que, muito emocionado, se lembra de um pedido triste de uma garotinha. "Ela devia ter uns 9 anos e estava com o pai, a mãe e um irmão menor. Quando perguntei o que ela queria ganhar, ela disse que só queria paz na casa dela, para os pais", relembra. "Fiquei comovido e choro até hoje ao lembrar. A casa daquela menina devia ser uma guerra", comenta Orlando.

Quando questionado sobre as alegrias de desempenhar o papel de Papai Noel, Orlando, também conhecido "Noel Landão", afirma que não há melhor pagamento do que ver a felicidade das crianças. "Antes de sentar no trono, sempre oro pedindo que consiga transmitir paz, alegria e felicidade para a criançada. Nada se compara aos olhos de uma criança. Eles passam pureza e inocência, coisas difíceis no mundo de hoje. Mas, com tudo isso, o maior felizardo sou eu", diz.

Com os olhos marejados, Noel Landão fala como é o fim do trabalho e lamenta: "Gosto muito desse trabalho. Quando chega o final de dezembro, vai me dando uma saudade, um sentimento de melancolia". Mas diz que adora esta época de alegria, principalmente porque ama o que faz. "Tudo fica mais gostoso sendo Papai Noel", finaliza.





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***FRANCIS DE MELLO***

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