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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

"A PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF TROCA MAIS UMA MINISTRA, POR INSATISFAÇÃO"



Aborto é questão de saúde pública, diz nova ministra



A nova ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Manicucci, defendeu nesta terça-feira a descriminalização do aborto como questão de saúde pública. Manicucci, no entanto, não quis expressar sua opinião pessoal sobre o tema após aceitar o convite de comandar uma pasta do governo Dilma Rousseff. "A minha posição pessoal a partir de hoje não diz respeito, não interessa", disse.
Segundo a edição de hoje do jornal Folha de S.Paulo, a nova ministra integra o Grupo de Estudos sobre o Aborto e já teria relatado ter se submetido à prática do aborto em duas ocasiões. Segundo o jornal, a ministra levaria sua convicção sobre a causa ao governo. Nesta manhã, Manicucci disse ter dados entrevistas "testemunhais" sobre o tema e que tem "tranquilidade nesse aspecto".
Para a nova ministra, o assunto não pertence ao governo, mas ao Congresso Nacional, que deve discutir a descriminalização do aborto. "A matéria da descriminalização do aborto é uma matéria que não diz respeito ao Executivo, diz respeito ao Legislativo", disse.
Eleonora Menicucci é socióloga e professora titular em Saúde Coletiva da Universidade Federal da São Paulo (Unifesp). Ela é amiga pessoal da presidente Dilma Rousseff, com quem dividiu cela no período do regime militar. Eleonora ficou presa de 1971 a 1973. Comparando as mortes de mulheres que fazem abortos clandestinos com drogas ou epidemia de HIV/Aids, a ministra considera o tema como questão de saúde pública.
"Como sanitarista, eu tenho de dizer que é uma questão de saúde pública, não é uma questão ideológica", alegou a ministra. ¿"Nenhuma pessoa de gestão que tenha sensibilidade, que ouça os números, não admite que as mulheres continuem morrendo em decorrência de aborto. Como nós não queremos que crianças continuem morrendo por falta de atendimento no parto", acrescentou.
A presidente Dilma Rousseff indicou ontem a escolha de Menicucci para comandar a pasta de Políticas para as Mulheres. Filiada ao PT, assim como sua sucessora, a nova ministra substitui Iriny Lopes, que vai concorrer à prefeitura de Vitória (ES). Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, Dilma está insatisfeita com a atuação da pasta, que não teria conseguido "acertar o tom". Iriny protagonizou episódios polêmicos como a crítica ao comercial de lingerie estrelado por Gisele Bündchen. No fim do ano passado, durante a Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, houve desorganização em hospedagem e alimentação das participantes. A presidente Dilma Rousseff, na ocasião, demonstrou irritação.

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***FRANCIS DE MELLO***

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