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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

"PMs PAULISTAS SÃO ACUSADOS PELA JUSTIÇA DE MATAR OS 12 INTEGRANTE DO PCC EM 2002"


SP: Justiça conclui audiências de PMs acusados de matar 12.






A Justiça de São Paulo encerrou nesta sexta-feira, em Itu, a última fase de interrogatórios do caso da Operação Castelinho, realizada em 2002 e que resultou na morte de 12 acusados de integrar a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), 22 dos 53 policiais militares acusados de executar os criminosos em uma emboscada foram ouvidos hoje pelo juiz Hélio Furukawa.
A Operação Castelinho ocorreu em 5 de março de 2002, em uma praça de pedágio da rodovia Castelinho, em Sorocaba, no interior de São Paulo. Na época, a polícia disse que o serviço de inteligência paulista descobriu que supostos criminosos do PCC organizariam um grande assalto ao aeroporto de Sorocaba, no interior de São Paulo. O MP-SP aponta, entretanto, que a polícia paulista armou a operação de forma ilegal e matou os acusados para criar um fato político e demonstrar à sociedade que a PM estava reprimindo o crime.
De acordo com a denúncia do MP-SP, policiais do Grupo de Repressão e Análise dos Delitos de Intolerância (Gradi), que funcionava como serviço de inteligência da corporação, disseram que interceptaram o micro-ônibus que transportava os 12 homens na pista local da rodovia Castelo Branco e trocaram tiros com os acusados. Todos os 12 integrantes do ônibus morreram no suposto tiroteio.
Os corpos dos suspeitos não foram periciados no local, pois a PM removeu os cadáveres para um hospital da região. Laudos do Instituto Médico Legal (IML) revelaram que, dos 12 mortos, só três tinham resíduos de pólvora nas mãos.
Ainda segundo o MP-SP, o Gradi conseguiu infiltrar dois presos na facção criminosa PCC - Marcos Massari e Gilmar Leite Siqueira. Os dois detentos, que tiveram autorização judicial para sair da cadeia, teriam sido os responsáveis por recrutar criminosos para assaltar R$ 28 milhões de um avião pagador que não existia. O objetivo, de acordo com a acusação, era ajudar a polícia a desarticular a facção.
Segundo o TJ-SP, seis réus que deveriam ser ouvidos nesta sexta-feira em Itu não compareceram à audiência. A partir de agora, a promotoria e a defesa dos acusados devem apresentar suas respectivas alegações finais. Em um prazo de cerca de 60 dias, o juiz determinará se os réus serão ou não levados a júri popular.





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***FRANCIS DE MELLO***

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