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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

"GOVERNO DO RIO ENDURECEU DE VEZ CONTRA GREVE DOS PMs"



Rio reprime greve, prende policiais e indicia 157 bombeiros.



No momento em que os dois militares se entregaram, policiais deram as mãos em frente ao quartel. Foto: Marcus Vinicius Pinto/Terra
No momento em que os dois militares se entregaram, policiais deram as mãos em frente ao quartel
Foto: Marcus Vinicius Pinto/Terra


O governo do Rio decidiu endurecer o combate à greve de policiais e bombeiros, deflagrada a partir desta sexta-feira. O comando da PM vem realizando prisões desde o início da manhã de militares que estão aderindo ao movimento e se recusando a ir às ruas. Nove policiais que tiveram a prisão decretada foram presos, e outros 146 foram enquadrados e responderão a processos por desobediência. Dois PMs ainda são procurados. No Corpo de Bombeiros, 123 guarda-vidas foram indiciados por falta ao serviço. Todos serão presos administrativamente. O Comandante do 2º Grupamento Marítimo (GMar) da Barra da Tijuca, Tenente Coronel Ronaldo Barros, foi exonerado do cargo. Os policiais e bombeiros enquadrados podem ser expulsos.
Entre os presos estão o coronel da reserva Paulo Ricardo Paúl, ex-corregedor da PM e um dos maiores críticos da administração do governardor Sergio Cabral (PMDB), e o major Helio Silva de Oliveira, um dos líderes do movimento. Ainda não foram cumpridas as ordens de prisão do coronel da reserva Adalberto de Souza Rabello e do cabo Alonsimar de Oliveira Pessanha.
Quatorze policiais, entre os quais quatro que tiveram prisão decretada, responderão a processo administrativo disciplinar. Sete PMs foram autuados em flagrante por crime de desobediência, e 129 policiais militares do 28º BPM (Volta Redonda) serão indiciados em Inquérito Policial Militar (IPM) por crime militar.
A ação da PM se baseia em novas regras publicadas hoje na edição extraordinária do Diário Oficial do Estado. Nelas, está prevista a redução dos prazos para o julgamento de policiais que tenham cometido infrações graves. O decreto determina que os conselhos de disciplina da PM e dos Bombeiros poderão concluir os trabalhos em 15 dias, metade do tempo previsto anteriormente. Em vez de 20 dias, a decisão sobre a expulsão poderá ser feita em até cinco dias.
O comando da PM considera que a situação nas ruas está normalizada em todo o Estado. A maior adesão à greve foi verificada no interior, especialmente nas cidades de Campos, Itaperuna e Volta Redonda. Homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e do Batalhão de Choque foram enviados para suprir a ausência daqueles que abraçaram a paralisação.
Sem informar o efetivo total que está nas ruas, a PM classifica como tranquila a situação nos bairros da capital. Tanto que, por ora, a convocação de homens do Exército e da Força Nacional de Segurança está descartada. Ainda assim, 14,3 mil homens estão de prontidão.
O Corpo de Bombeiros também avalia que não há qualquer problema no atendimento à população. O comando da tropa considera que a adesão à greve foi pequena, e também descarta, neste momento, chamar reforços de fora da corporação.
Nas ruas do Rio, a situação é tranquila. No centro da cidade, o movimento segue intenso, mas nenhuma ocorrência relevante foi registrada.
PMs se entregam no Quartel General
Após concederem entrevista coletiva na manhã de hoje, os líderes do movimento grevista saíram em caminhada até o Quartel General para se entregar voluntariamente.
O cabo João Carlos Gurgel e o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Rio (Sindpol), Carlos Gadelha, lideraram o ato até o quartel. Eles foram acompanhados pelo policial civil Francisco Chao e pelo major Hélio de Oliveira, do sindicato de oficiais inativos da PM. Logo depois, Chao anunciou que só ficaram detidos no quartel o cabo Gurgel e o major Hélio de Oliveira.
A greve no Rio
Policiais civis, militares e bombeiros do Rio de Janeiro confirmaram, no dia 9 de fevereiro, que entrariam em greve. A opção pela paralisação foi ratificada em assembleia na Cinelândia, no Centro, que reuniu pelo menos 2 mil pessoas.
A orientação do movimento é que apenas 30% dos policiais civis fiquem nas ruas durante a greve. Os militares foram orientados a permanecerem junto a suas famílias nos quartéis e não sair para nenhuma ocorrência, o que deve ficar a cargo do Exército e da Força Nacional, que já haviam definido preventivamente a cessão de 14,3 mil homens para atuarem no Rio em caso de greve.
Os bombeiros prometem uma espécie de operação padrão. Garantem que vão atender serviços essenciais à população, especialmente resgates que envolvam vidas em risco, além de incêndios e recolhimento de corpos. Os salva-vidas que trabalham nas praias devem trabalhar sem a farda, segundo o movimento grevista.
Policiais e bombeiros exigem piso salarial de R$ 3,5 mil. Atualmente, o salário base fica em torno de R$ 1,1 mil, fora as gratificações. O movimento grevista quer também a libertação do cabo bombeiro Benevenuto Daciolo, detido administrativamente na noite de quarta-feira e com prisão preventiva decretada, acusado de incitar atos violentos durante a greve de policiais na Bahia. 

Diferentemente do que foi publicado pelo Terra na notícia no dia 10 de fevereiro de 2011, às 15h37, às 15h37, nove policiais foram presos, e não 157. Os outros 146 foram enquadrados. A informação foi corrigida no mesmo dia, às 18h.

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***FRANCIS DE MELLO***

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