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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

BA: de aniversário, comandante do Exército ganha bolo de grevistas


BA: de aniversário, comandante do Exército ganha bolo de grevistas.




PMs grevistas ocupam a Assembleia Legislativa do Estado desde a semana passada. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
PMs grevistas ocupam a Assembleia Legislativa do Estado desde a semana passada
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
O general Gonçalves Dias, comandante das forças de segurança na Bahia durante a greve da Polícia Militar, ganhou de presente de aniversário um bolo confeitado dos manifestantes que estão do lado de fora da Assembleia Legislativa no final da manhã desta terça-feira. O oficial está celebrando 62 anos.
Mais cedo, os parentes dos grevistas cantaram parabéns para o aniversariante. O deputado baiano Sargento Isidoro, que é pastor, fez uma oração. O general se aproximou da grade que separa a tropa de 800 homens do Exército das famílias acampadas e agradeceu a homenagem.
Gonçalves Dias ficou conhecido na mídia como a "sombra" do ex-presidente Lula. Ele chefiou a segurança do Palácio do Planalto durante os dois mandatos do governo do petista.
A greve dos policiais militares da Bahia teve início na noite de 31 de janeiro. Cerca de 10 mil PMs, de um contingente de 32 mil homens, aderiram ao movimento. A paralisação provocou uma onda de violência em Salvador e região metropolitana. O número de homicídios dobrou em comparação ao mesmo período do ano passado. A ausência de policiamento nas ruas também motivou saques e arrombamentos. Centenas de carros foram roubados e dezenas de lojas destruídas.
Em todo o Estado, eventos e shows foram cancelados. A volta às aulas de estudantes de escolas públicas e particulares, que estava marcada para 6 de fevereiro, foi prejudicada. Apenas os alunos da rede pública estadual iniciaram o ano letivo.
Para reforçar a segurança, a Bahia solicitou o apoio do governo federal. Cerca de três mil homens das Forças Armadas e da Força Nacional de Segurança foram enviados a Salvador. As tropas ocupam bairros da capital e monitoram portos e aeroportos.
Dois dias após a paralisação, a Justiça baiana concedeu uma liminar decretando a ilegalidade da greve e determinando que a Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra) suspenda o movimento. Doze mandados de prisão contra líderes grevistas foram expedidos.
A categoria reivindica a criação de um plano de carreira, pagamento da Unidade Real de Valor (URV), adicionais de periculosidade e insalubridade, gratificação de atividade policial incorporada ao soldo, anistia, revisão do valor do auxílio-alimentação e melhores condições de trabalho, entre outros pontos.
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***FRANCIS DE MELLO***

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