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domingo, 12 de fevereiro de 2012

"POLÍCIA FECHA O CERCO CONTRA O JOGO DE BICHO NO RIO"


Rio: jogo do bicho ganha força longe do Centro e na internet.



Anísio foi preso na Operação Dedo de Deus por envolvimento com o jogo do bicho. Foto: Bárbara de Olyveyra/Futura Press
Anísio foi preso na Operação Dedo de Deus por envolvimento com o jogo do bicho.
Foto: Bárbara de Olyveyra/Futura Press


A polícia apertou o cerco ao jogo do bicho no centro do Rio de Janeiro. Fica cada vez mais difícil apostar sem ser importunado por agentes. Mas, nas comunidades, a fiscalização ainda é fraca e os apostadores têm liberdade bem maior. É o que atesta S.C.P, 33 anos, publicitário que trabalha no Centro e pediu para não ser identificado. "Depois que a polícia apreendeu as máquinas de jogo do bicho do Centro, ficou bem mais difícil. Mas na comunidade ainda é tranquilo. É só procurar o apontador e ele marca o jogo lá para nós", conta.
S.C.P. mora no Lins, na zona norte do Rio. Mas até mesmo em regiões nobres, como Ipanema, é possível fazer apostas. O porteiro J.S. trabalha perto da praça General Osório e conta que, nas barbas da polícia - que tem guarita montada no local, de grande movimentação -, os apontadores se arriscam a agir. "Eles passam aí na porta, ficam nos bares. Não é difícil achar um aqui, não."
Na internet, uma busca rápida leva a casas de aposta e também a resultados. Há pelo menos três sorteios diários no Rio de Janeiro. Nos sites, é possível até aprender a jogar, o que demanda certo conhecimento. Assim como apostar em corridas de cavalos, existem várias modalidades em que o apostador pode ganhar. Todas ilegais. E o jogo do bicho fluminense, em tese, paga mais que nos outros Estados. Se o apostador acertar o milhar, ganha cerca de R$ 4 mil para cada R$ 1 apostado - em São Paulo é R$ 3 mil para R$ 1.
Desde o ano passado, a Polícia Civil já prendeu mais de 3 mil pessoas envolvidas com o jogo do bicho - 2.903 só em 2011. O cerco mais firme ocorreu no final do ano, com a Operação Dedo de Deus, que levou Anísio Abraão David, presidente de honra da escola de samba Beija-Flor, para a penitenciária de Bangu. Outros dois comandantes do esquema, Luizinho Drummond, patrono da Imperatriz Leopoldinense, e Hélio Oliveira, presidente da Grande Rio, estão foragidos.
A Polícia Civil tem usado uma nova regra para evitar que simples apontadores apenas sejam levados às delegacias e posteriormente liberados: os enquadra também por formação de quadrilha e crime contra a economia popular - por conta de possíveis manipulações de resultado. No entanto, nem sempre a Justiça concorda com o entendimento e por vezes libera o envolvido. Isso ocorreu no caso de Mário Tricano, ex-prefeito de Teresópolis, cuja prisão foi revogada recentemente.
"Por enquanto é essa interpretação mais abrangente que vai permitir com que várias pessoas presas por causa do jogo do bicho permaneçam na cadeia", explica o corregedor-geral do Rio de Janeiro, Cláudio Lopes. "Prender num dia e liberar logo em seguida é algo que desmotiva a polícia, uma vergonha. Não podemos deixar isso continuar a ocorrer."



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***FRANCIS DE MELLO***

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