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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

"OS PMs EM GREVE ESQUECERAM OS COLEGAS PRESOS, NÃO PEDEM MAIS SOLTURA DELES"


BA: PMs em greve recuam e não exigem mais soltura de colegas.



Em assembleia geral na noite desta 5ª, a categoria decidiu por aclamação seguir a greve. Foto: Fernando Borges/Terra
Em assembleia geral na noite desta 5ª, a categoria decidiu por aclamação seguir a greve.

Desmoralizados pela divulgação de um áudio em que seu líder, Marcos Prisco, aparece combinando um ato de vandalismo, policiais militares em greve na Bahia já não consideram a anistia dos colegas condição obrigatória para voltar a trabalhar. De acordo com o porta-voz Ivan Leite, os movimentos em greve agora tratam como "desejável" a liberação do colega, mas não condicionam o fim da greve a isso. Desde o início da paralisação, a região metropolitana de Salvador já registrou mais de 150 homicídios.
"Seria uma demonstração de bom senso do governo liberar o colega, mas nossa luta é pelo pagamento de toda a GAP 4 (Gratificação de Atividade Policial) ainda em 2012", disse. O governo propõe o pagamento escalonado das GAPs 4 e 5 a partir de novembro deste ano. Os PMs recusam a proposta e querem o pagamento da GAP 4 em março próximo e da GAP 5 em março de 2013.
Na noite desta quinta-feira, a categoria decidiu seguir a paralisação em assembleia geral. A continuidade da greve se deu por aclamação, e os centenas de presentes ao encontro entoaram cantos de "Oooo, a PM parou" e "PM, unida, jamais será vencida".
Ainda de acordo com Leite, o movimento grevista não tem como reivindicação a anistia criminal por não reconhecer que tenha cometido nenhum delito. "Não me sinto à vontade para falar em 'anistia' porque sequer vimos mandados", disse ele, e acrescentou: "fomos acusados de crimes cometidos durante o cerco de militares à Assembleia Legislativa Baiana".
A greve
A greve dos policiais militares da Bahia teve início na noite de 31 de janeiro, quando os grevistas acamparam em frente à Assembleia Legislativa em Salvador e posteriormente ocuparam o prédio. Cerca de 10 mil PMs, de um contingente de 32 mil homens, aderiram ao movimento. A paralisação provocou uma onda de violência na capital e região metropolitana, dobrando o número de homicídios em comparação ao mesmo período do ano passado. Além de provocar o cancelamento de shows e eventos, a ausência de policiamento nas ruas também motivou saques e arrombamentos. Centenas de carros foram roubados e dezenas de lojas destruídas.
A paralisação busca reivindicar a criação de um plano de carreira para a categoria, além do pagamento da Unidade Real de Valor (URV), adicionais de periculosidade e insalubridade, gratificação de atividade policial incorporada ao soldo, anistia, revisão do valor do auxílio-alimentação e melhores condições de trabalho, entre outros pontos.
O Executivo estadual solicitou o apoio do governo federal para reforçar a segurança. Cerca de 3 mil homens das Forças Armadas e da Força Nacional de Segurança foram enviados a Salvador. Dois dias após a paralisação, a Justiça baiana concedeu uma liminar decretando a ilegalidade da greve e determinando que a Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra) suspenda o movimento. Doze mandados de prisão contra líderes grevistas foram expedidos, sendo que destes quatro foram cumpridos.
Em 9 de fevereiro, Marco Prisco, um dos líderes do movimento grevista, foi preso após a desocupação do prédio da Assembleia. A decisão ocorreu um dia depois da divulgação de gravações telefônicas que mostravam chefes dos PMs planejando ações de vandalismo na capital baiana. Um dos trechos mostrava Prisco ordenando a um homem que ele bloqueasse uma rodovia federal.



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***FRANCIS DE MELLO***

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