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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Líderes de greve na PM se entregam em quartel no Rio.


Líderes de greve na PM se entregam em quartel no Rio.


No momento em que os dois militares se entregaram, policiais deram as mãos em frente ao quartel. Foto: Marcus Vinicius Pinto/Terra
No momento em que os dois militares se entregaram, policiais deram as mãos em frente ao quartel
Foto: Marcus Vinicius Pinto/Terra



Dois policiais militares que tiveram mandados de prisão expedidos pela Justiça do Rio de Janeiro se apresentaram no final da manhã desta sexta-feira no Quartel General da Polícia Militar, no centro da capital fluminense. O major Hélio Oliveira e o cabo João Carlos Gurgel estão entre os 11 policiais que tiveram prisão decretada por serem considerados líderes da paralisação das policias Militar e Civil e do Corpo de Bombeiros, decretada pelas categorias na madrugada de hoje.
Os dois policiais chegaram na unidade acompanhados de outros oficiais ligados ao sindicato. Entre eles o inspetor da Polícia Civil Francisco Chao. "Quem foge e tem medo de polícia é bandido, nós somos policiais", disse ele ao entrar no prédio.
A greve no Rio

Policiais civis, militares e bombeiros do Rio de Janeiro confirmaram, no dia 9 de fevereiro, que entrariam em greve. A opção pela paralisação foi ratificada em assembleia na Cinelândia, no Centro, que reuniu pelo menos 2 mil pessoas.

A orientação do movimento é que apenas 30% dos policiais civis fiquem nas ruas durante a greve. Os militares foram orientados a permanecerem junto a suas famílias nos quartéis e não sair para nenhuma ocorrência, o que deve ficar a cargo do Exército e da Força Nacional, que já haviam definido preventivamente a cessão de 14,3 mil homens para atuarem no Rio em caso de greve.
Os bombeiros prometem uma espécie de operação padrão. Garantem que vão atender serviços essenciais à população, especialmente resgates que envolvam vidas em risco, além de incêndios e recolhimento de corpos. Os salva-vidas que trabalham nas praias devem trabalhar sem a farda, segundo o movimento grevista.
Policiais e bombeiros exigem piso salarial de R$ 3,5 mil. Atualmente, o salário base fica em torno de R$ 1,1 mil, fora as gratificações. O movimento grevista quer também a libertação do cabo bombeiro Benevenuto Daciolo, detido administrativamente na noite de quarta-feira e com prisão preventiva decretada, acusado de incitar atos violentos durante a greve de policiais na Bahia.

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