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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

GREVE DE PMs CRIANÇAS SÃO USADOS COMO ESCUDO HUMANOS DIZ MINISTRA DOS DIREITOS HUMANOS"



Ministra critica uso de crianças como escudo humano por PMs 



A ministra afirmou reprovar o uso de crianças nas negociações . Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
A ministra afirmou reprovar o uso de crianças nas negociações 
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil


A ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, fez nesta terça-feira duras críticas à estratégia adotada pelos policiais militares em greve na Bahia. Segundo ela, o "uso de crianças como escudo humano" é reprovável. A ministra manifestou apoio ao governador do estado, Jaques Wagner, na condução das negociações.
"O ministro José Eduardo Cardozo está fazendo encaminhamentos pelo governo federal. Não consideramos que se trate de um movimento social. É uma atitude violenta contra a população, por parte de alguns que se apresentam como grevistas", disse a ministra, após participar da cerimônia em comemoração à sanção da Lei do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase).
Maria do Rosário disse esperar que o Ministério Público ajude a encontrar uma solução para o caso. "Reprovamos o uso de crianças como escudo humano", enfatizou.
A Lei do Sinase organiza e regulamenta a execução das medidas socioeducativas destinadas aos adolescentes envolvidos na prática de ato infracional e recomenda que a aplicação da pena seja individualizada, levando em conta condições como doenças, deficiências ou dependência química.
Com a nova lei, será possível, segundo Maria do Rosário, a criação de um sistema efetivo a partir da definição das responsabilidades dos estados, municípios e da União, além de melhor definir o papel do Judiciário nas questões envolvendo menores infratores. "Não pretendemos transferir responsabilidades. Estamos aqui para exercê-las", disse a ministra.
A nova lei garante ainda o acesso dos jovens infratores à educação, capacitação profissional e ao retorno à escola pública após o período nas unidades de internação. Outra novidade da lei é dar aos jovens casados ou com relacionamento estável o direito a visitas íntimas - permitidas apenas após autorização do juiz responsável pelo acompanhamento.
A greve

A greve dos policiais militares da Bahia teve início na noite de 31 de janeiro. Cerca de 10 mil PMs, de um contingente de 32 mil homens, aderiram ao movimento. A paralisação provocou uma onda de violência em Salvador e região metropolitana. O número de homicídios dobrou em comparação ao mesmo período do ano passado. A ausência de policiamento nas ruas também motivou saques e arrombamentos. Centenas de carros foram roubados e dezenas de lojas destruídas.

Em todo o Estado, eventos e shows foram cancelados. A volta às aulas de estudantes de escolas públicas e particulares, que estava marcada para 6 de fevereiro, foi prejudicada. Apenas os alunos da rede pública estadual iniciaram o ano letivo.
Para reforçar a segurança, a Bahia solicitou o apoio do governo federal. Cerca de três mil homens das Forças Armadas e da Força Nacional de Segurança foram enviados a Salvador. As tropas ocupam bairros da capital e monitoram portos e aeroportos.
Dois dias após a paralisação, a Justiça baiana concedeu uma liminar decretando a ilegalidade da greve e determinando que a Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra) suspenda o movimento. Doze mandados de prisão contra líderes grevistas foram expedidos.
A categoria reivindica a criação de um plano de carreira, pagamento da Unidade Real de Valor (URV), adicionais de periculosidade e insalubridade, gratificação de atividade policial incorporada ao soldo, anistia, revisão do valor do auxílio-alimentação e melhores condições de trabalho, entre outros pontos.

Finalmente alguém percebeu a manobra de uso indevido de crianças nessa baderna absurda que chamam de greve, bom será que o ministério público responsabilize os responsáveis por essa atitude, desde os pais até os grevistas baderneiros!
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***FRANCIS DE MELLO***

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