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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

"CADA CRENDICES, QUE ATÉ A MARMOTA ERRA EM SUAS PREVISÕES"


Dia da Marmota: esse animal consegue mesmo prever o tempo?




John Griffiths, membro do Clube da Marmota, levanta Phil, o animal que previu mais seis semanas de frio, na Pensilvânia. Foto: AP
John Griffiths, membro do Clube da Marmota, levanta Phil, o animal que "previu" mais seis semanas de frio, na Pensilvânia
Foto: AP


O 2 de fevereiro é o Dia da Marmota nos Estados Unidos. A data, reservada a previsões acerca do fim do inverno, é baseada em uma crença antiga - surgiu por volta de 1887 -, mas ainda hoje leva milhares de pessoas anualmente a Punxsutawney, onde a superstição é muito popular, para conferir os primeiros passos do animal que aponta a previsão do tempo.
Em 2012, mais de 15 mil visitantes, de acordo com os organizadores da cerimônia, reuniram-se para assistir à marmota Phil sair da toca. De acordo com a tradição, se o dia estiver nublado e a marmota não enxergar a própria sombra, ela sai da toca e dá por concluído seu sono invernal por achar que a primavera está chegando. Phil saiu da toca antes do amanhecer e viu a própria sombra - o que indica, portanto, que o país terá mais seis semanas de frio. Mas esta lenda, tradição ou superstição tem sentido?
Conforme a Sociedade de Meteorologia Americana, desde os tempos antigos os humanos buscam realizar previsões de eventos climáticos futuros, e o comportamento dos animais, especialmente aqueles relacionados à hibernação, é base para inúmeras lendas. Este é o caso da marmota, roedor que normalmente hiberna de outubro até o começo de fevereiro.
Além disso, esta lenda também coincide com um importante marco astronômico: o dia 2 de fevereiro fica entre o solstício de inverno, marcando a ocorrência de menor duração do dia no Hemisfério Norte (22 de dezembro de 2012), e o equinócio da primavera (20 de março de 2012), quando temos o dia e a noite com a mesma duração.
A tradição da marmota parece ter se desenvolvido no norte da Europa, principalmente na Alemanha, onde os agricultores acordavam cedo para assistir a saída do texugo. A partir daí surgiu a crença de que, se o animal saísse da toca e visse a própria sombra, ele retornaria à hibernação, indicando, assim, mais seis semanas de frio. Outras pessoas acreditam justamente no inverso - se nenhuma sombra for vista, o início da primavera pode ser aguardado com temperaturas mais altas.
Outros países europeus costumam usar o despertar do urso ou do porco-espinho como símbolo da chegada da primavera. Segundo informações da Sociedade de Meteorologia Americana, a tradição foi trazida para os Estados Unidos em meados do século 18 por imigrantes alemães.
Os meteorologistas, contudo, afirmam que nenhuma evidência estatística foi encontrada para fundamentar essa crença. O único ponto que pode ser considerado como tendo algum significado científico são as condições meteorológicas do tempo, sem nuvens, que está relacionado com o fato da marmota ter sombra ou não. O tempo sem nuvens no início de fevereiro normalmente está associado a uma massa de ar frio, fato que costuma fazer com que os animais fiquem abrigados em suas tocas. 



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