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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

'GREVE DOS PMs DA BAHIA JÁ REGISTRA 159 HOMICÍDIOS EM SALVADOR DESDE O INÍCIO"


Sobe para 159 o nº de homicídios em Salvador desde o início da greve.



Os policiais militares baianos entraram em greve em 31 de janeiro. Foto: Fernando Borges/Terra
Os policiais militares baianos entraram em greve em 31 de janeiro.
Foto: Fernando Borges/Terra


Chegou a 159 o número de homicídios registrados em Salvador e região metropolitana desde o início da greve dos policiais militares da Bahia. Nesta sexta-feira, três pessoas foram assassinadas, de acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Estado. Na quarta-feira, nono dia de paralisação, a quantidade de casos de homicídios dolosos (quando há intenção de matar) na região superou os 137 computados em todo o mês de fevereiro de 2011. O quarto dia da greve foi o mais violento, com 32 assassinatos.
Os três óbitos de hoje foram registrados na cidade de Simões Filho, na Grande Salvador. As vítimas, todas do sexo masculino, foram mortas por volta das 9h30. A identidade dos três ainda é ignorada.
Os PMs em greve na Bahia fazem, às 16h, uma assembleia no Ginásio do Sindicato dos Bancários, no Largo dos Aflitos. Nesta manhã, não foram vistos manifestantes no local, mas a estratégia do grupo mudou desde que eles desocuparam a Assembleia Legislativa da Bahia nesta quinta. Eles decidiram se reunir apenas para votar a continuação do movimento.
A greve
A greve dos policiais militares da Bahia teve início na noite de 31 de janeiro, quando os grevistas acamparam em frente à Assembleia Legislativa em Salvador e posteriormente ocuparam o prédio. Cerca de 10 mil PMs, de um contingente de 32 mil homens, aderiram ao movimento. A paralisação provocou uma onda de violência na capital e região metropolitana, dobrando o número de homicídios em comparação ao mesmo período do ano passado. Além de provocar o cancelamento de shows e eventos, a ausência de policiamento nas ruas também motivou saques e arrombamentos. Centenas de carros foram roubados e dezenas de lojas destruídas.
A paralisação busca reivindicar a criação de um plano de carreira para a categoria, além do pagamento da Unidade Real de Valor (URV), adicionais de periculosidade e insalubridade, gratificação de atividade policial incorporada ao soldo, anistia, revisão do valor do auxílio-alimentação e melhores condições de trabalho, entre outros pontos.
O Executivo estadual solicitou o apoio do governo federal para reforçar a segurança. Cerca de 3 mil homens das Forças Armadas e da Força Nacional de Segurança foram enviados a Salvador. Dois dias após a paralisação, a Justiça baiana concedeu uma liminar decretando a ilegalidade da greve e determinando que a Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra) suspenda o movimento. Doze mandados de prisão contra líderes grevistas foram expedidos, sendo que destes quatro foram cumpridos.
Em 9 de fevereiro, Marco Prisco, um dos líderes do movimento grevista, foi preso após a desocupação do prédio da Assembleia. A decisão ocorreu um dia depois da divulgação de gravações telefônicas que mostravam chefes dos PMs planejando ações de vandalismo na capital baiana. Um dos trechos mostrava Prisco ordenando a um homem que ele bloqueasse uma rodovia federal.


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***FRANCIS DE MELLO***

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