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quinta-feira, 15 de março de 2012

"POLÍTICA; PSDB PROCURA RENOVAÇÃO; POR ISSO RICARDO TRIPOLI ACREDITA SER ESCOLHIDO NAS PRÉVIAS DO DIA 25"

Tripoli crê em vitória sobre Serra: 'PSDB precisa se renovar'.










Pré-candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo concedeu entrevista ao  Terra. Foto: Fernando Borges/Terra
Pré-candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo concedeu entrevista ao Terra
Foto: Fernando Borges/Terra


O deputado federal e pré-candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo Ricardo Tripoli disse nesta quinta-feira, em entrevista no estúdio do Terra na capital paulista, que acredita ter boas chances de derrotar o ex-governador José Serra nas prévias do partido, marcadas para o próximo dia 25. Além dele, o secretário estadual de Energia, José Aníbal, disputa a indicação do partido para concorrer à vaga de prefeito.
Na avaliação do tucano, é errado apostar em uma vitória certa do adversário, já que muitos militantes têm demonstrado um desejo de renovação dentro da legenda. "Acho que as prévias vieram para ficar. É uma nova plataforma, um novo modelo que o PSDB adota para escolher seus candidatos. (...) Há no partido um desejo muito grande de renovação, (...) e vejo nessa necessidade uma grande possibilidade de vencer no pleito do dia 25", afirmou o deputado.
Para dele, muitos dos votos dos militantes que apoiavam os ex-pré-candidatos Andrea Matarazzo (secretário de Cultura) e Bruno Covas (secretário de Meio Ambiente) - que desistiram da disputa em apoio à Serra -, devem migrar para ele e o concorrente José Aníbal. "Boa parte do eleitorado que votaria no Bruno Covas com certeza nos daria seu voto", afirmou, justificando sua trajetória política ao lado do ex-governador Mário Covas.
Apesar da disputa com Serra e Aníbal, ele negou um racha no partido e disse que o PSDB estará unido nas eleições, independentemente de quem vencer as prévias. Na avaliação de Tripoli, apesar do surgimento de novos nomes no cenário político, a disputa nas urnas, mais uma vez, será entre PT e PSDB.
"Tem nomes ótimos disputando a prefeitura, nomes novos, nomes com recall. Mas eu acho que teremos um embate entre o PSDB e o PT na cidade de São Paulo. É como final de campeonato, que você vê aqueles dois times que se sobressaem mais, e no final um deles ganha o campeonato. (...) E aqui, nós do PSDB vamos ter um embate com o PT", avaliou.
Críticas a Haddad
Apesar do clima de animosidade nos bastidores após o anúncio da pré-candidatura de Serra, o deputado evitou criticar o rival tucano e mirou suas críticas ao pré-candidato do PT, Fernando Haddad, a quem acusou de desconhecer os problemas da cidade. Tripoli negou uma crise no PSDB e afirmou que, em sua opinião, o PT é que dá sinais de estar se "esfacelando".
"Quem hoje está se esfacelando é o PT, que está em uma situação extremamente difícil. Inventaram um candidato que sequer conhece a cidade de São Paulo, que cumprimenta os moradores do Itaim Paulista como se fosse do Itaim Bibi, o que demonstra a falta de conhecimento da cidade, para dar um exemplo chulo, pequeno, é uma coisa mínima que você deve conhecer. E aí, o que faz, retira os pré-candidatos, não faz uma prévia, não faz uma convenção, e determina que este será seu candidato, (...) porque é um candidato novo, que não vai trazer com ele as questões do mensalão, do dólar na cueca. (...) Esse é o problema do PT, o PSDB não tem esse problema", afirmou.
O pré-candidato disse ainda ser favorável que os casais homossexuais tenham os mesmos direitos civis que os heterossexuais, mas disse ser contrário ao matrimônio. Ele afirmou ainda ser contra o aborto, mas disse que as mulheres deveriam ter o direito de opinar sobre o tema. "O direito à vida das pessoas é uma coisa que você deve preservar, mas eu acho que quem mais deve falar sobre isso é a mulher, não os homens. (...) Acho que cabe às mulheres opinar sobre essa questão. Mas eu sou particularmente sou contra", disse.
Por fim, o pré-candidato tucano afirmou que, se escolhido pelo partido para disputar as eleições, dará prioridade às propostas relacionadas ao meio ambiente e à qualidade de vida. "Falta uma gestão voltada para as pessoas. (...) Não há mais como administrar São Paulo sem falar em sustentabilidade. (...) A questão do trânsito, por exemplo, ao é hoje uma questão de saúde pública", afirmou.






***FRANCIS DE MELLO***

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