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quinta-feira, 29 de março de 2012

"NÃO VENCI GUERRA NENHUMA, DECLARA A PRESIDENTE DILMA; AO SER QUESTIONADA SOBRE O ASSUNTO DO DESCONTENTAMENTO DOS ALIADOS"


Na Índia, Dilma nega 'guerra' com Congresso e culpa imprensa.














Declarações foram dadas após encontro com o presidente russo, Dmitri Medvedev (esq.). Foto: Roberto Stuckert Filho/Presidência da República/Divulgação
Declarações foram dadas após encontro com o presidente russo, Dmitri Medvedev (esq.)
Foto: Roberto Stuckert Filho/Presidência da República/Divulgação



A presidente Dilma Rousseff negou nesta quinta-feira, em Nova Délhi, a existência de um confronto entre o Palácio do Planalto e o Congresso. Durante entrevista coletiva, Dilma reagiu ao ser questionada se havia vencido a "guerra" com o Legislativo, após a aprovação, na quarta-feira, do Fundo de Previdência Complementar dos Servidores Públicos Federais (Funpresp) e da Lei Geral da Copa. "Eu não venci guerra nenhuma", rebateu.
Segundo a presidente, a crise nunca existiu na realidade, sendo em boa parte criada pela imprensa. "Uma parte disso vocês é que criam, né, gente. Vocês criam, e o que é que eu posso fazer? Vocês chegam à conclusão que tem uma crise e depois têm de resolver como é que ela desapareceu. Aí vem as hipóteses", criticou.
No início de março, insatisfeitos com o tratamento dispensado pelo Executivo, parlamentares da base aliada rejeitaram, como retaliação, a nomeação de Bernardo Figueiredo para continuar no comando da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O episódio irritou a presidente Dilma que, desde então, trocou a liderança do governo na Câmara e no Senado.
Neste meio tempo, o Partido da República (PR) também declarou saída da base aliada e passou a integrar formalmente a oposição. Mesmo assim, votou com o governo na aprovação de uma medida provisória que cria a política de Defesa Civil.
Ontem, uma das pautas estratégicas do governo foi, finalmente, aprovada pela Câmara dos Deputados. Após seguidos adiamentos, desentendimentos e polêmicas, o texto base da Lei Geral da Copa teve a aprovação até mesmo da oposição, sofrendo rejeição apenas do Psol. A venda de bebidas alcoólicas durante as partidas do Mundial de 2014, porém, ficará a cargo dos 12 Estados que receberão o torneio.

Se isso não for guerra, precisamos então saber o que realmente a presidente Dilma acredita que seja guerra. Tem lutado e pulado para todos os lados para não ser atingida por votos contrários à sua vontade, faltando apenas ceder aos caprichos dos descontentes da cúpula governamental que ela chama de aliados políticos, que nestes últimos dias foram muito mais desaliados que os próprios parlamentares da oposição.










***FRANCIS DE MELLO***

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