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quinta-feira, 22 de março de 2012

"A REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL NÃO É UMA REPÚBLICA DE BANANA; DISSE O SENADOR PEDRO TAGUES (PDT), SOBRE VAZAMENTO DE ÓLEO NO CAMPO DE FRADE RJ"



Brasil não é república de banana, diz senador sobre Chevron. 










Imagens aéreas mostram vazamento. Foto: Comando de Operações Navais/Divulgação
Imagens aéreas mostram vazamento
Foto: Comando de Operações Navais/Divulgação
Durante audiência realizada nesta quinta-feira no Senado para tratar do novo vazamento de óleo no campo do Frade, na Bacia de Campos (RJ), o senador Pedro Taques (PDT) enfatizou a necessidade de "repressão", o que classificou como "um instrumento constitucional", para evitar novas ocorrências. "A República Federativa do Brasil não é uma república de banana", disse ele durante sessão convocada Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA).
A audiência ouviu o representante da Chevron - responsável por dois vazamentos de óleo no alto mar do Rio - Rafael Jean Williamson, que garantiu que a empresa americana notificou os vazamentos em tempo hábil a todos os órgãos competentes. "ANP (Agência Nacional do Petróleo), Ibama, todos foram imediatamente comunicados, dentro do regulamento, em tempo hábil", afirmou Williamson.
Diretor de assuntos corporativos, Williamson disse ainda que a empresa "vem aprendendo" com os eventos. "Queremos aprender. Evitar que isso ocorra novamente, mas não há risco zero na extração de petróleo. Nunca o risco será zero. Nunca."
O presidente da comissão, Rodrigo Rollemberg (PSB), disse que os senadores estão preocupados com as notícias que apontam para a possibilidade de novos vazamentos e que os senadores precisam melhorar a legislação. "Estamos preocupados com a notícia de um possível novo vazamento. O objetivo é esclarecer e trazer informações da forma mais minuciosas e tomar providência com relação ao aperfeiçoamento da legislação e instrumentos de fiscalização."
No entanto, Sílvio Jablonski, assessor da ANP, disse que não existe possibilidade de vazamentos catastróficos pela pouca quantidade de óleo que há no local. Ele afirmou que não sabe de onde surgiram as suspeitas. "Não sei de onde vem isso. Os sobrevoos não estão indicando nada de anormal, os robôs no fundo do mar estão monitorando. Não tem nada de catastrófico vindo por aí."
Em quatro meses, a empresa suspendeu temporariamente as atividades para buscar as causas do acidente. Para o delegado da Polícia Federal responsável pelo caso, Fábio Scliar, o problema foi causado por pressão excessiva na perfuração, conforme declarações à imprensa.







***FRANCIS DE MELLO***

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