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quinta-feira, 22 de março de 2012

"DILMA ROUSSEFF ESTEVE COM EMPRESÁRIOS EM REUNIÃO DE QUATRO HORAS; MAS SAIU SEM UMA MEDIDA DEFINITIVA"



Governo e empresários saem sem medidas para ajudar indústria.








Apesar das quatro horas de diálogo com o governo, os empresários saíram da reunião com a presidente Dilma Rousseff e ministros da área econômica com promessa de investimentos e medidas, mas sem nada concreto.
"Saiu que a gente não sabe ainda as medidas que vão ser tomadas, nem quando, mas falou que o Brasil vai realmente, que ela está muito atenta para que o Brasil não tenha protecionismo, mas que se defenda a indústria brasileira sem protecionismo", disse a empresária Luíza Trajano, dona da rede varejista Magazine Luiza.
"Ela (Dilma) mostrou o progresso do Brasil, mostrou como o governo tá vendo a politica de uma forma geral, escutou muito os segmentos", relatou a empresária na saída da reunião.
"Existe toda uma estratégia que está sendo trabalhada, o ministro Mantega se posicionou de melhorar as condições de competitividade, não houve compromisso disso ou daquilo, o diálogo está aberto, e a presidente se colocou, quer repetir essa reunião com o empresariado mais vezes por ano", disse outro empresário de peso no Brasil, Jorge Gerdau.
Presidente da Câmara de Gestão e Competitividade do governo, Gerdau não criticou a postura da presidente e dos ministros. "Não adianta anunciar medida, tem de ter a estratégia correta e fazer as medidas à medida que ficaram positivas, construtivas. Eu acho que existe todo um trabalho técnico e complexo e esse cenário mundial não é uma coisa fácil, então cada medida tem de ser muito bem estudada", avaliou.
Apesar da falta de anúncios concretos, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, apontou como prioridades as desonerações na folha de pagamento e medidas cambiais. Vamos esperar que haja desonerações. Não queremos proteção nenhuma,queremos isonomia. Queremos ter condições semelhantes aos nossos concorrentes lá fora", disse o empresário.
"A presidente da República se convenceu de que há um filho enfermo, que é a indústria de transformação brasileira e que, para esse filho, ela precisa dar uma atenção especial até que esse momento grave venha a passar", concluiu Skaf.
























***FRANCIS DE MELLO***

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