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sexta-feira, 2 de março de 2012

Agências europeias dizem que Google violou lei com nova política.




Unificação da política de privacidade de mais de 60 serviços do gigante de buscas passa a valer nesta quinta-feira, dia 1°. Foto: AFP
Unificação da política de privacidade de mais de 60 serviços do gigante de buscas passa a valer nesta quinta-feira, dia 1°Foto: AFP

Agências de proteção da informação de países europeus concluíram que a nova política unificada de privacidade do Google está violando a lei europeia, disse nesta quinta-feira a comissária de Justiça da União Europeia, Viviane Reding. O CNIL, órgão regulador francês de proteção de dados, também levantou dúvidas sobre a legalidade da política do Google e informou que vai liderar uma ampla investigação europeia.
Reding disse à BBC Radio Four que as autoridades de controle de informação na Europa pediram às contrapartes francesas para analisarem a nova política. "E eles chegaram à conclusão de que estão profundamente preocupados, e que as novas regras não estão de acordo com a lei europeia, e que as regras de transparência não foram aplicadas", disse Reding.
O Google afirmou em janeiro que estava simplificando sua política de privacidade, consolidando 60 diretrizes em uma única que se aplica para todos os seus serviços, incluindo YouTube, Gmail e a rede social Google+. Os usuários não podem optar por não participar da nova política, se quiserem continuar utilizando os serviços do Google.
Questionada sobre quais aspectos a regra do Google poderia desrespeitar a lei da União Europeia, Reding afirmou que "em vários aspectos". "Um deles é que ninguém foi consultado, não está em conformidade com a lei de transparência e utiliza a informação privada para entregá-la para terceiros, o que não é o que os usuários concordaram", objetivou.
"A proteção de informações pessoais é uma regra básica para a União Europeia", disse. "Isto está escrito em tratados. Não é uma questão de dúvida, mas de obrigação", concluiu.
Mais cedo, o Google publicou mensagem em seu blog, defendendo a regra da companhia. "Nossa política de privacidade agora é muito mais fácil de ser compreendida", afirmou a empresa. "Nós incluímos partes importantes de mais de mais de 60 itens na principal política de privacidade do Google", explicava o texto.
Reding argumentou que a maior parte dos usuários não está ciente sobre o que esta concordando. "Setenta por cento dos usuários raramente, ou nunca, usam os termos e condições, que são escritas muitas vezes em letras muito pequenas, e são muito complicados e incompreensíveis para o usuário normal, que está preocupado", disse ela à BBC.
"Sabemos que os dados são a linha vital dessas novas empresas, mas, ao mesmo tempo, existem regras básicas europeias que precisam ser aplicadas, e infelizmente sempre vemos que estas normas não são observadas e a ilegalidade acaba assumindo", finalizou.


Nova política de privacidade põe Google e UE em rota de colisão.



Política de privacidade unificada para mais de 70 serviços começa a valer nesta quinta-feira, 1° de março. Foto: AFP
Política de privacidade unificada para mais de 70 serviços começa a valer nesta quinta-feira, 1° de março
Foto: AFP

A empresa de internet Google adotou nesta quinta-feira uma nova política de privacidade, apesar dos alertas da União Europeia de que a companhia possa estar violando leis europeias. Com a nova política, dados coletados pelo serviço de buscas da Google podem ser compartilhadas com outras plataformas do grupo, como YouTube, Gmail e Blogger. Na prática, mais de 70 políticas de privacidade de diferentes sites do Google serão unificadas em uma só.
O Google disse que as novas mudanças podem produzir resultados de busca melhores para os usuários que levam em consideração o seu histórico de buscas. Mas a União Europeia anunciou que pretende investigar a nova política de privacidade da empresa.
O bloco europeu delegou à Comissão Nacional de Informática e Liberdade (CNIL), órgão que regula o setor na França, a tarefa de investigar o caso em nome do resto da Europa. A CNIL não adiantou quais seriam os pontos da nova política da Google que ferem a legislação europeia, mas disse que pretende mandar uma série de perguntas ao gigante de buscas até meados de março, como parte da investigação.
O órgão francês fez um apelo ao Google para que a companhia adie sua decisão de adotar as novas medidas. "A CNIL e as autoridades de informação da União Europeia estão muito preocupadas com a combinação de dados pessoais em diferentes serviços", afirma uma nota da entidade francesa. "Eles têm grandes dúvidas sobre a legalidade e a justiça destes processos, e se eles cumprem as leis europeias de proteção de dados."
Em resposta, o conselheiro de privacidade da Google, Peter Fleischer, disse que a empresa pretende responder a todas as preocupações da CNIL. "Como vimos diversas vezes na última semana, mesmo com nossa política de privacidade mudando a partir de 1º de março, nosso compromisso com princípios de privacidade continuam fortes como sempre", escreveu Fleischer, em um blog da empresa. O Google não acatou o pedido do órgão francês de adiar a implementação das medidas.
Entenda as mudanças
O modelo de negócios do Google é baseado no uso de dados coletados junto a seus usuários. Com estas informações, a Google consegue exibir publicidade direcionada aos internautas de acordo com os seus hábitos de navegação.
Até 1º de março, as informações dos usuários eram coletadas e mantidas separadamente por cada serviço Google. Isso significa que qualquer pesquisa no YouTube não tinha impacto na publicidade que aparece nas páginas de buscas do Google ou no serviço de e-mails, Gmail.
As novas regras de privacidade não são opcionais. A única forma de o usuário evitá-las é deixando de usar os sites da Google. As mudanças provocaram uma enxurrada de análises e recomendações em sites especializados. Uma das sugestões feitas aos usuários que não querem ser afetados pelas mudanças é entrar na parte de históricos de pesquisa de cada um dos sites, e ficar constantemente apagando tudo o que estiver ali. No caso da página de pesquisas da Google, os dados estão em http://google.com/history.
O Google montou uma estratégia de comunicação para informar seus usuários sobre todas as mudanças. Vários serviços da empresa exibiram páginas detalhadas logo que o internauta entrava nos sites. No entanto, alguns grupos criticam que as mudanças não foram bem explicadas. Uma pesquisa de opinião da YouGov revelou que 47% dos usuários do Google na Grã-Bretanha não estavam cientes da mudança na política de privacidade.
Segundo a entidade que faz campanha por mais transparência na internet, a Big Brother Watch, apenas 12% dos entrevistados disseram ter lido as novas regras. "Se as pessoas não entendem o que está acontecendo com seus dados pessoais, como elas conseguirão tomar decisões informadas sobre o uso do serviço?", disse o diretor do Big Brother Watch, que ajudou a fazer a pesquisa da YouGov. "O Google está colocando os interesses de seus anunciantes acima da privacidade dos usuários, e não deveria apressar essas mudanças antes de o público geral entender o que elas significam."



Google usa "não rastrear" para coletar mais dados de usuários.




Política de privacidade unificada para mais de 70 serviços começa a valer nesta quinta-feira, 1° de março. Foto: AFP
Política de privacidade unificada para mais de 70 serviços começa a valer nesta quinta-feira, 1° de março
Foto: AFP


Em janeiro de 2012, o Google anunciou que iria consolidar as mais de 70 políticas de privacidade distintas que regulavam todos os produtos da companhia em uma única, que passará a ser válida em 1º de março de 2012. A gigante das buscas justifica que a decisão vai ao encontro do pedido dos países de tornar as regras mais claras e, é claro, mais curtas. No entanto, o que se pode ler, nas entrelinhas do CEO Larry Page, é que o Google está dando um passo para trás para, na verdade, dar dois para frente.
A medida mais evidente é a criação de um botão "DNT" (Do not track, em português, "não rastrear"). Por meio dele, o usuário poderá definir a permissão para o Google sobre coletar e utilizar os dados do usuário para levantamentos, medidas de comportamento e diretrizes comerciais. É um avanço em favor da privacidade do internauta na rede. O que está por trás disso, porém, é que, uma vez que o botão "DNT" não for marcado, o gigante poderá fazer muito mais com os dados coletados.
A nova política de privacidade não permite que o Google retire, dos perfis do usuário, mais informações do que já são tiradas atualmente. O que muda é a finalidade dada a elas. A partir deste 1º de março, o gigante poderá fundir dados de modo mais profundo e desenhar cenários mais complexos para servir de base - e de alvo comercial - para diversos produtos da companhia ao mesmo tempo. Os dados da conta do Google+, rede social do Google, poderão ser fundidos com os da conta do Gmail, serviço de email da empresa, por exemplo, para estratificar de modo mais elaborado quem é o usuário na rede.
As mudanças não serão perceptíveis pelos usuários e não devem influenciar no dia a dia deles na utilização dos produtos da empresa, como o buscador, o Gmail, o Google+ e o YouTube, por exemplo. Até porque tudo o que o Google irá fazer com os dados, ele já poderia ter feito com ou sem o consentimento do usuário em qualquer época. A diferença é que, até então, os dados eram "ilhas isoladas" e o que um internauta faria no blog em uma conta do Blogger não tinha relação com o vídeo a que ele assistia no YouTube, por exemplo.
O ganho da companhia é comercial, a longo prazo. Anúncios com alvo mais claro podem se tornar mais eficazes. Se alguém posta fotos de um determinado local de viagem na rede social, por exemplo, publicidade relacionada a este local pode aparecer na página do YouTube, ou no próprio buscador da empresa. O efeito da nova política, para o usuário, é ter produtos que, embora tenham sido desenvolvidos para o consumo em massa, devem ser cada vez mais personalizados.
Há um ano, em janeiro de 2011, Larry Page, que é um dos fundadores do Google, assumiu o cargo de CEO - aquele que executa as medidas - no lugar de Eric Schmidt com o objetivo de fortalecer a companhia como desenvolvedora forte de produtos, e não somente de soluções. A criação do Google+ e o fôlego que ele ganhou, embora ainda pequeno perto do monstro chamado Facebook, são evidências disso. Unificar todos os produtos do Google é transformar a política de privacidade em moeda de venda. E, de venda e de produto, Larry Page entende.

Europa investigará novas normas de privacidade do Google.





Google anunciou em janeiro que simplificaria suas normas de privacidade, consolidando 60 regulamentos diferentes em um modelo único. Foto: AFP
Google anunciou em janeiro que simplificaria suas normas de privacidade, consolidando 60 regulamentos diferentes em um modelo único
Foto: AFP


A agência de regulamentação de dados da França vai iniciar uma investigação oficial sobre as novas normas de privacidade do Google, anunciando em sua interpretação preliminar que elas não são compatíveis com as leis europeias de proteção à privacidade pessoal.
Em carta ao Google com data de 27 de janeiro, a Comission Nationale de l'Informatique e des Libertés (CNIL) informou que conduziria o inquérito em cooperação com outras agências regulatórias europeias, e que enviaria uma lista de perguntas ao grupo norte-americano de internet até meados de março.
O Google anunciou em janeiro que simplificaria suas normas de privacidade, consolidando 60 regulamentos diferentes em um modelo único que se aplicará a todos os serviços, incluindo YouTube, Gmail e o site de redes sociais Google+.
Isso permitiria que o gigante de buscas na web agregasse todos os dados que recolhe de usuários individuais em todos os seus serviços. O Google informou que essa unificação ajudaria na personalização dos resultados de buscas e melhoraria o serviço para os usuários, que não poderão optar por não usar as novas normas se desejarem continuar usando os serviços do Google.
"A CNIL e as autoridades de proteção de dados da União Europeia estão profundamente preocupadas com essa combinação de dados pessoais de diferentes serviços; têm fortes dúvidas quanto à legalidade e lisura desse processamento, e sobre sua compatibilidade com a legislação europeia de proteção a dados", escreveu a agência francesa ao Google.
As mudanças entrarão em vigor em 1º de março, sendo que dois pedidos de organizações regulatórias europeias para que o Google adiasse a medida foram rejeitados pela empresa. Em resposta à carta da CNIL, o Google afirmou em blog que responderia prontamente as perguntas das autoridades europeias de proteção a dados.
"Como afirmamos diversas vezes ao longo da semana passada, embora nossas normas de privacidade mudem em 1º de março, nosso compromisso quanto ao princípio de respeito à privacidade continua tão forte quanto no passado", escreveu a companhia.

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***FRANCIS DE MELLO***

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