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quarta-feira, 6 de junho de 2012

"DILMA; A PRESIDENTE CASCA DURA QUE TAMBÉM CHORA"


Emoção por trás da “linha dura”



Apesar da fama de implacável e durona, a presidente Dilma Rousseff tem demonstrado ao longo de seu governo que a blindagem da “dama de ferro” brasileira não é impenetrável. Desde que foi anunciada como governante eleita do País, em 31 de outubro de 2010, a mineira de 64 anos não conteve as lágrimas em momentos pontuais do mandato.


Às vezes motivada por dramas pessoais, como a despedida do amigo Palocci, ou por histórias que comoveram toda a nação, como o massacre de Realengo, Dilma inicialmente surpreendeu o público ao mostrar olhos marejados e voz embargada. O Terra selecionou alguns desses momentos incomuns na trajetória da presidente.




“Honrarei seu legado”

Em seu primeiro pronunciamento oficial, logo após ter sido eleita presidente do Brasil com 55% dos votos, Dilma Rousseff não escondeu a emoção ao agradecer o apoio do então presidente, Luiz Inácio Lula da Silva. "Baterei muito a sua porta e tenho certeza e confiança de que estará sempre aberta. Saberei honrar o seu legado", garantiu a petista no dia 31 de outubro de 2010.

Na referência a Lula, ela foi cortada pelos gritos de "olê, olê, olê, olá, Lula, Lula". Dilma lacrimejou. "Conviver durante todos esses anos com ele me deu a exata dimensão do governante justo e do líder apaixonado por seu país e sua gente.



“Abraço de mãe”

Depois de eleita, Dilma se emocionou na abertura da reunião do Diretório Nacional do PT, em 19 de novembro de 2010, e teve de segurar o choro ao agradecer à militância petista pela solidariedade durante a campanha.

As lágrimas surgiram quando dizia que, em todos os locais por onde viajou pelo Brasil naquele período, ao descer do avião encontrava uma bandeira, uma camiseta do PT e a solidariedade que a acompanhava de forma determinada. Dilma afirmou que, em situações de pressão, isso significa um "verdadeiro abraço de mãe". Nessa hora, bastante emocionada, enxugou lágrimas e foi muito aplaudida.
Foto: Agência Brasil

“Presidenta de todos”




Dilma não escondeu a emoção em seu discurso de posse, que durou 40 minutos no Congresso Nacional, em Brasília, no dia 1º de janeiro de 2011. As lágrimas surgiram ao dizer que governaria para todos os brasileiros. "Estendo minha mão para os partidos de oposição e aqueles que não me acompanharam nessa jornada. Sou a presidenta de todos os brasileiros", disse Dilma. 

"Dediquei toda a minha vida à causa do Brasil. Entreguei minha juventude ao sonho de um País justo e democrático", declarou a presidente, ainda muito emocionada, dedicando o momento àqueles que buscaram o mesmo objetivo.

“Brasileirinhos tirados da vida”



Outro momento em que a presidente Dilma não escondeu a emoção foi em 7 de abril de 2011, quando prestou homenagem às crianças e adolescentes mortos pelo atirador que invadiu uma escola municipal de Realengo, na zona oeste do Rio, num crime inédito no Brasil. 

Com a voz embargada e lágrimas nos olhos, ela pediu um minuto de silêncio no Palácio do Planalto. "Estamos homenageando crianças inocentes que perderam a vida e o futuro lá em Realengo, brasileirinhos que foram tirados tão cedo da vida", disse.

“Por tudo que ele fez”



No discurso da posse da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) como ministra-chefe da Casa Civil, em 8 de junho de 2011, a presidente chorou pela saída de Antonio Palocci, derrubado por denúncias de enriquecimento ilícito. "Agradeço do fundo do meu coração, por tudo que ele fez, pelo governo, por mim, pelo Brasil", disse a petista.

"Eu estaria mentindo se dissesse que não estou triste. Tenho muitos motivos para lamentar a saída de Palocci", disse Dilma, ressaltando a amizade com o ex-ministro.


“Um dia que vale a pena”




"Hoje é um dia em que vale a pena ser presidente", disse Dilma Rousseff, com a voz embargada, enquanto anunciava um plano voltado à qualificação de portadores de deficiência. No lançamento do programa Viver sem Limites, em 17 de novembro de 2011, a presidente se emocionou quando começava o seu discurso e chorou. 

Dilma ficou com a voz embargada ao falar sobre as filhas do senador Lindbergh Farias (PT-RJ) e do deputado federal Romário (PSB-RJ). As duas, com síndrome de Down, estavam na cerimônia. 


“Bando de chorões”



Na despedida de Fernando Haddad como ministro da Educação, em 24 de janeiro de 2012, quem fez a presidente se emocionar foi Lula. Em tratamento contra o câncer de laringe, o petista marcou presença e desceu a rampa do Salão Nobre do Palácio do Planalto aos gritos de “olê, olê, olê, olá, Lula, Lula”, e se sentou ao lado de Dilma durante a cerimônia. 

“Com o passar do tempo, todos nós viramos um bando de chorões. Todos aqui choraram e também posso não conter as lágrimas. Mas como diz Lula, chorar que não faz mal algum”, disse a presidente, que voltou a se emocionar ao falar do trabalho de Haddad. 
Foto: Reuters

“Política acaba por impor”







As lágrimas voltaram a aparecer na cerimônia de despedida de outro ministro: Luiz Sérgio, da Pesca e Aquicultura. A cerimônia, que empossou o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), ocorreu em 2 de março de 2012. 

Com a voz embargada, Dilma agradeceu a participação de Luiz Sérgio em seu governo. E deixou claro que a troca na pasta foi devido à necessidade política de acomodar o PRB na Esplanada dos Ministérios. "A política acaba por nos impor em nome dos interesses do País", disse a presidente, emocionada e interrompida por aplausos. "Agradeço o trabalho, a dedicação e, sobretudo, o trabalho do Luiz Sérgio", acrescentou.


“Momento muito especial”






Ao lado do ex-presidente Lula na estreia do documentário Pela Primeira Vez, dirigido pelo fotógrafo Ricardo Stuckert, Dilma se mostrou bastante comovida com as cenas nas quais o ex-vice-presidente José Alencar, já falecido, aparecia. 

Ao sair da exibição, ela revelou estar emocionada. "É um momento muito especial", afirmou Dilma. O documentário média metragem exibe os últimos momentos do governo Lula e a posse de Dilma Rousseff. 
Foto: Divulgação

“Mantém mágoas e rancores"





Dilma não segurou a emoção ao dar posse aos sete membros da Comissão da Verdade, que terão a tarefa de esclarecer violações de direitos humanos durante a ditadura militar, no dia 16 de maio de 2012. Ela chorou ao citar familiares de desaparecidos entre 1964 e 1985, período que durou a ditadura.

"A ignorância sobre a história não pacifica, pelo contrário, mantém latentes mágoas e rancores", disse a presidente em seu discurso, com voz embargada. Dilma foi presa política durante o regime militar, entre 1970 e 1972.


Não sou fã nem um pouquinho de Dilma Rousseff, muito menos como presidenta, a acho muito arrogante e indelicada, contudo, tenho de admitir, que ela está sendo uma administradora diferente de seu antecessor, porém com muitas falhas que seu partido lhe proporciona, não há meios de ser melhor, pois o próprio partido (PT), já a deixa de mãos e pés, aliás, todinha atada sem ter muito o que fazer. Também tenho que admitir que ela é um ser humano igualzinho aos demais, tem suas qualidades que devemos expor com naturalidade, assim como expomos os defeito que muitas vezes expomos simplesmente por sermos contra suas atitudes, mas quando tem atitudes de honra é necessário que reconheçamos. E Dilma tem muito mais qualidade de presidente que Lula, se fosse eu escolher entre os dois preferiria ela, porém como desde 98 não voto em ninguém, então não tenho escolha jamais! Mas, ela ou outro presidente que estivesse no poder, jamais poderia agradar a todos. É claro que ninguém, mas, ninguém mesmo, nem o próprio Cristo teve a aprovação de todos, portanto não poderia ser diferente com Dilma Rousseff. Se ela agradasse a todo o Brasil seria uma porcaria, não haveria nada que prestasse, apesar de muita coisa não valer nada, mas, ainda assim prefiro meu Brasil!
Estas exposições aqui postados é para que tenhamos lembranças de momentos únicos em nossa trajetória de vida pessoal e político, e também, relembrar nos dias futuros os acontecimentos da vida de um presidente da estirpe de Dilma Rousseff, que diga-se de passagem, é orgulho do Brasil por ser ela a primeira presidenta do país, e haver ganhado a eleição de um nome de expressão política de peso, isso lhe dá o cacife de ser que é!









***FRANCIS DE MELLO***












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