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sábado, 24 de setembro de 2011

"AMOR DE PAI"

O amor de pai é um amor não tão diferenciado do de uma mãe, contudo, o pai tem suas questões amorosas por seus filhos de um modo totalmente de maneira pacata para com os filhos.
Ele por sua vez não sabe expressar esse amor de maneira aberto aos filhos, por diversos motivos. E muitas são as vezes em que grande maioria dos pais nunca estão presentes nos momentos que mais os filhos precisam, eles tem seu tempo voltado para o trabalho, compromissos com os negócios, com os amigos, com o futebol, cm a pescaria e assim por diante!


Em meu caso não foi nem um pouquinho diferente!


Quando minha Filha nasceu no ano de 1977, mais precisamente no dia 25 de janeiro, me foi o maior presente de aniversário que minha esposa deu-me, eu trabalhava no então banco do estado de São Paulo! Nesse caso pude estar presente em seus primeiros anos, porém, nos anos seguintes passei a trabalhar em outra empresa, e por esse motivo não pude mais acompanhar seu desenvolvimento de crescimento e desenvoltura. Sua pré adolescência não estive presente, tão pouco em sua adolescência.


Ja no caso de meu filho foi totalmente diferente, fui um pai praticamente distante por completo!
Porém a questão do amor, em nenhum momento entrou em meu coração uma preferência especifica por esse ou aquele. 
É importante dizer que o verdadeiro de pai não há preferência, é óbvio que nos momentos de maior necessidade de um deles, claro que a atenção estará voltado para aquele momento.


Muito Bem.


Quero dizer aos meus Filhos, "MIRIAN" e "DANIEL" e ao meu Neto, "NETTO":


Filhos.


Hoje estou já com os dias bem mais próximo do famoso ADEUS, com certeza, um dia desses estarei embarcando para a cidade de pé juntos, "dito popular" e com certeza vocês irão refletir sobre o que aqui agora escrevo, por esse motivo prestem bem atenção!


Deixei muitas lacunas em minha posse como pai, nem sempre estive presente em suas horas de dores, tristezas, medo, desespero, entre tantos outras falhas.
quando precisaram de um amigo Pai, eu não pude estar presente, quanto queriam serem acalentados por seu pai, estive distante, quando precisaram conversar com seu pai, eu muitas vezes não lhes dei a atenção que mereciam, quando precisaram de compreensão, nem sempre me foi possível compreendê-los, quando precisaram ou queriam ganhar um presente diferente, eu não pude dar-lhes, quando precisaram de um lenço para enxugar suas lágrimas, nem sempre eu os pude oferecer-lhes, quando precisaram de um pai para brincar com vocês, nem sempre estive presente, quando queriam estar no colo de seu pai, eu muitas foram as vezes que não pude lhes oferecer.


Contudo filhos, "DEUS" é sabedor como meu coração está ferido, "digo", sempre esteve ferido, por tudo isso. Só agora nesses momentos em que estou vendo que minha hora, "digo" acredito que "DEUS" queira agora me dar o veredito que mereço percebo o quanto fui um pai distante, mas, o amor que tenho por vocês, não há contador, que possa somar, é tão grande, que não há nenhum experto que possa medir, não se encontrou até a presente data qual a verdadeira medida do espaço, e meu amor é exatamente nessa medida para com vocês.
Estou, enfermo, sei que no momento certo terei de partir, mas, que registrar aqui com carinho, amor e seriedade de coração que vocês, ma são meu maior tesouro, nem toda a riqueza do mundo todo, é comparado ao valor que vocês tem ao meu coração.
Filhos, é verdade que não estive presente nos momentos acima descrito, mas, é verdade que vocês sempre estão dentro de meu coração. Sou sim um pai ausente, mas, Filhos, vocês tem um valor imensurável, incalculável.
Gostaria eu de poder lhes escrever o que realmente meu coração sente nesse exato momento, mas, a angústia me impede em ter um raciocínio correto e definido. 
Vocês são pessoas de grande qualidade, valor e idoneidade sem igual.


Não lhes deixo nenhuma herança, dinheiro, bens ou prata alguma, acredito que até a educação que vocês herdaram, grande parte deve ser creditado à sua mãe. è verdade que o que esteve em meu alcance fiz minha parte, também acredito que vocês não me querem tão mau, pois quando pude, fui o pai amigo, mas, não foi o bastante.


Filhos, saibam, que minha grande esperança seria quando eu me for embora dessa vida, saber que vocês estariam bem estruturados financeiramente, e tivessem algo a se orgulhar por essa estrutura, contudo, a única coisa que lhes deixo nesse momento que com certeza logo virá, será apena meu sobre nome que nem é lá grande coisa. Meu coração chora, por não poder lhes deixar um testamento recheado de bens materiais. 
Mas, filhos, o bem que lhes deixo, não há quem possa lhes roubar, nem a traça corroer, tão pouco se apagará. Lhes deixo, quando partir esse amor que meu coração sente por vocês.




Hoje, 24 de setembro de 2011.





***FRANCIS DE MELLO***

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