quarta-feira, 12 de setembro de 2012

"SERGIO MALLANDRO CONTA UM POUQUINHO DE SUA VIDA!"



Meu Jogo Inesquecível: Sérgio Mallandro e a esperteza tricolor.


Humorista relembra polêmica vitória do Flu sobre o Fla em 1968, quando Wilton, impedido, driblou o goleiro com a ajuda da mão e fez o gol.











Nos anos 60, em um terreno baldio na Zona Sul carioca, Sérgio Neiva Cavalcanti era mais um entre a dúzia de crianças que se dividiam em equipes para jogar bola na rua. A meta era o espaço entre dois paralelepípedos, que representavam balizas. O DNA de craque fazia com que o garoto levado se destacasse com dribles e chutes com as duas pernas. Herança do pai, Edgard Cavalcanti, um ex-ponta-direita do Fluminense na adolescência - que ensinou ao filho os primeiros passos no futebol e o carinho pelo Tricolor. A história, que poderia ser a de um craque da bola, na verdade é o retrato da infância de Sérgio Mallandro, o humorista que cativou crianças nos anos 80 e 90 e hoje leva famílias inteiras para suas peças no teatro.
Jogo inesquecível do Sergio Malandro (Foto: André Durão / Globoesporte.com)Sérgio Mallandro herdou a torcida pelo tricolor de seu pai, Edgard (Foto: André Durão / Globoesporte.com)
Aos 56 anos (que ele afirma serem 52), Mallandro parece vestir a personagem que o acompanha por toda a carreira 24 horas por dia. O dia de seu nascimento, 12 de outubro, se torna quase uma simbologia, obra do acaso para explicar sua vida de eterna criança. No rosto, um sorriso quase constante ajuda a narrar com graça momentos marcantes de sua história, como quando relembra o inesquecível gol de Wilton no Fla-Flu de 1968, jogo este que marcou a sua vida. "Eu não sei contar piada. Sempre fui um contador de histórias", afirma Mallandro. O apelido, aliás, já foi motivo de choro. Na primeira vez em que o chamaram de "malandro", ao entrar de penetra em uma festa no Clube Piraquê, chorou. Não gostava. Mas pegou. Os dois "L" no nome artístico surgiram em sua primeira aparição na TV, aos 19 anos, e estão longe de qualquer numerologia ou superstição. "Foi para dar um sotaque italiano", brincou.

Meu avô torcia para o Botafogo, e meu pai, para o Fluminense. Quando meu irmão mais velho nasceu, meu avô já puxou logo para ele ser botafoguense. Na minha vez, meu pai não deixou. Antes mesmo de eu nascer, já tinha decidido que eu seria tricolor.A casa confortável em que mora na Zona Sul do Rio de Janeiro junto com um de seus filhos, Serginho Tadeu, e a ex-mulher Mary Leão é fruto do trabalho de seus mais de 30 anos de carreira. A infância conturbada, com expulsões de colégios e travessuras que levavam seus pais, Leila e Edgard, a serem chamados com frequência pelos diretores, não teve regalias. Neto de Luís Cavalcanti, um rico tabelião, Serginho viveu na classe média carioca. Aprendeu e amadureceu cedo, com a perda do pai logo aos 11 anos. Foi dele a influência pelo fanatismo ao Fluminense.
Jogo inesquecível do Sergio Malandro (Foto: André Durão / Globoesporte.com)Sérgio Mallandro relembra gols históricos do Flu pela  internet (Foto: André Durão / Globoesporte.com)
O "gol de basquete"
Se para os jovens tricolores o gol mais marcante foi o de Renato Gaúcho, ao finalizar de barriga no Fla-Flu da final carioca de 1995, para Sérgio Mallandro a lembrança de 1968, quando tinha apenas 12 anos, ainda faz brilhar os olhos como os de uma criança que acabou de ganhar o brinquedo mais desejado. O pequeno Serginho acabava de adentrar o Maracanã correndo, atrasado, para acompanhar o clássico contra o maior rival, na companhia de Estevinho, seu melhor amigo.
Taça de Prata - Flamengo X Fluminense - Wilton, Fluminense (Foto: Arquivo / Agêcia O Globo)Impedido, Wilton domina a bola com a mão para tirar do alcance do goleiro Marco Aurélio e marca o gol da vitória, em partida da Taça de Prata - o Roberto Gomes Pedrosa - de 1968 (Foto: Arquivo / Agêcia O Globo)
Na hora que eu entrei eu vi aquele lance. Foi que nem um lance de basquete. Não foi um golzinho de mão igual ao do Maradona. Foi uma coisa escrachada. O Wiltinho saiu correndo e, quando o goleiro ia apanhar a bola, ele esticou a mão, tirou do goleiro, e depois chutou para o gol. E ainda estava impedido. Eu saí pulando, nem sentei. Não tem como esquecer. Aquilo lá foi um escândalo - relembrou, gesticulando toda a jogada como se estivesse vivenciando um replay próprio
Os tempos eram outros. Mas o gosto pela malandragem sempre foi o mesmo. Como no gol de Wilton, que usou da artimanha para driblar o goleiro Marco Aurélio, Sérgio e seu melhor amigo, Estevinho, juntavam quatro ou cinco amigos e, enquanto uns pagavam, outros pulavam a catraca do ônibus para ir ao Maracanã acompanhar os jogos do Fluminense.A partida em questão foi válida pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1968, o Campeonato Brasileiro da época. Era a sétima rodada da competição, e o Fluminense ia para a partida com uma campanha nada empolgante: uma vitória, um empate e quatro derrotas. No entanto, o único triunfo havia sido exatamente em um clássico no Maracanã, diante do Botafogo comandado pelo técnico Zagallo, que seria campeão da Taça Brasil daquele ano. Dito e feito. A segunda vitória veio exatamente contra o maior rival e encheu os tricolores de esperança, ainda que o gol daquele 1 a 0 tenha sido irregular. Porém, a caminhada do Flu continuou tortuosa e deixou o time das Laranjeiras de fora da fase final do torneio, vencido pelo Santos, de Pelé.
Curta carreira de jogador de futebol
Jogo inesquecível do Sergio Malandro (Foto: André Durão / Globoesporte.com)Camisa personalizada com bordão foi um presente do Fluminense  (Foto: André Durão / Globoesporte.com)
Com seu filho mais velho, Serginho Tadeu, de 26 anos, o humorista não conseguiu exercer influência para que torcesse pelo Fluminense. Na ponte aérea entre Rio e São Paulo devido às gravações na TV, Mallandro assumiu que, fisicamente, esteve muito tempo ausente.
Eu estava sempre lá (em São Paulo) e ele, por influência do irmão mais velho (Netinho, outro filho de Mary Leão), acabou virando Flamengo.
Como um bom pai, já levou o filho para assistir aos jogos do rival, o que lhe rendeu boas histórias.
- Eu já fui a vários jogos do Flamengo com o Serginho (Tadeu). E vou fazer o quê? Uma vez o pessoal começou a cantar “Ié ié, glu glu! O Mallandro é urubu!”. Sempre tem uma piadinha de mim com a Xuxa também - disse, antes de soltar uma gargalhada - O pessoal não esquece isso.

Eu queria muito ser jogador de futebol, seguir carreira. Eu era um craque de bola, chutava com as duas. Joguei muito no Piraquê, no Clube Naval... foi ali que eu comecei a frequentar mais os campos de futebol, porque até então eu só jogava na rua. Depois, passei no teste do Flamengo, mas fui jogar no Fluminense. Eu poderia ter seguido a carreira, mas era uma época em que se tinha muito preconceito sobre o futebol. Era coisa de vagabundo. E minha mãe não deixou eu continuar - lamentou.Com gosto, relembra histórias e mais histórias de uma infância bem aproveitada, sem qualquer tipo de arrependimento. A única ponta de frustração é quando lembra de sua habilidade com a bola nos pés. Um craque no clube e no colégio, Sérgio Mallandro chegou a jogar nas divisões de base do time de coração quando tinha 15 anos e só não foi adiante por proibição de dona Leila.
Jogo inesquecível do Sergio Malandro (Foto: André Durão / Globoesporte.com)Sérgio Mallandro brinca, vestindo estátua com a camisa do Flu (Foto: André Durão / Globoesporte.com)
Encontro com Maradona e amizade com Pelé.
Eu estava curtindo o carnaval com minha mulher em um camarote quando vi o Maradona. Ele já devia ter bebido e estava lá dando em cima de uma mulher. Chamei um amigo e disse "Ih, olha lá o Maradona!". Quando eu percebi, era em minha mulher que ele estava dando em cima. Eu fui tirar satisfação e ele virou para mim e perguntou "Quién es tu?". Eu respondi: "Soy Serginho Mallandro, rei do Glu Glu. Príncipe da Xuxa. Agora, pica a mula" - contou, jurando ser verdade.Ídolo ele afirma só ter um na vida: seu falecido pai, Edgard. Em sua profissão e no esporte, Sérgio Mallandro tem admiração. Ia ao Maracanã com seu irmão botafoguense só para ver Mané Garrincha desfilar sua malandragem pelos campos de futebol. Pelo tricolor das Laranjeiras, viveu muitas alegrias também com Gérson e Rivelino. Sobram elogios até para Maradona: "O cara carregou a Argentina na Copa do Mundo." Com ele, inclusive, já teve um contato mais próximo.
Pelé é outro por quem Serginho tem muita admiração. Afinal, os dois tiveram uma relação de amizade quando mais jovens. Mallandro lembra que, quando ia ao Rio de Janeiro, o Rei do Futebol ficava em sua casa e os dois saíam sempre juntos.
Jogo inesquecível do Sergio Malandro (Foto: André Durão / Globoesporte.com)O humorista revela que preserva amizade antiga com o Rei Pelé (Foto: André Durão / Globoesporte.com)
Artes marciais
Pouco depois de ser obrigado a largar o sonho de jogador de futebol, Sérgio Mallandro descobriu a paixão por outro esporte: o jiu-jítsu. Tinha pouco mais que 17 anos quando foi convidado por um amigo para conhecer a escola de lutas recém-inaugurada por Carlson Gracie.
Eu cheguei lá numa segunda-feira, e quem nos recebeu foi o Rolls Gracie. Conversamos com ele e voltamos no dia seguinte, que era quando o Carlson (Gracie) ia dar aulas. Aprendi a me defender. E, como eu não tinha muito dinheiro para pagar as aulas, mostrava para os amigos na praia uns golpes de defesa, e o pessoal ia correndo para conhecer. Eu levava alunos novos e não pagava mensalidade. Fui o sexto aluno na escola dele. Depois veio essa galera: Murilo Bustamante, Vitor Belfort, que eu conheci criança ainda... O Wallid Ismail não sabia nem amarrar a faixa. Quem ensinou fui eu - brincou Serginho.
Para ele, o jiu-jítsu foi um ponto de equilíbrio, onde aprendeu a ser mais tranquilo. Mallandro faz questão de diferenciar lutas de briga. Para ele, o esporte não pode ser confundido com violência. "É uma competição onde se aprende a perder e ganhar e respeitar o próximo." Pegou gosto pela arte marcial e chegou até a faixa marrom. No entanto, a carreira de artista ganhou corpo e sobrepôs a vida esportiva.
Aliás, no meio artístico, Serginho sempre tentou levar um pouco do esporte para seu público. Até hoje, muitos lembram de um de seus quadros mais famosos, o Malandrovski, em que havia uma disputa por pênaltis entre dois times formados por crianças e outras mais completando a torcida e a arbitragem. O goleiro encarregado de defender as cobranças era o próprio Mallandro, que admitiu, aos risos: "Eu deixava todas entrarem. O Fluminense nunca perdeu."





***FRANCIS DE MELLO***


sexta-feira, 7 de setembro de 2012

"A VIDA É TÃO SIMPLES QUANTO COMPLICADA, PORÉM VIDA É VIDA"

Nós somos vidas andantes que fomos trocados por uma vida













Diariamente eu chego a simples conclusão de que a vida é tão maravilhosa porque também é feita de colos, de feridas que cicatrizam, de amigos que celebram ou choram junto, de café coado com coador de pano, de gente que pega ônibus ou faz caminhada pela manhã, de quem planta o que se pode comer, de vizinhos que alimentam seus gatos com comida de gente. Que a vida é feita de algumas pessoas que direcionam todo o seu potencial criativo para melhorar a qualidade de vida de gente que eles nem conhecem. Que é feita de e-mails que chegam recheados de saudade e de cartas extraviadas solitárias numa gaveta de um correio qualquer. De muros e pontes e cais. De aviões que suprimem distâncias e de barcos que chegam. De bicicletas que atravessam cidades. De redes que balançam gente. De rostos que recebem beijos. De bocas que beijam. De mãos que se dão. Que existem pessoas altamente gostáveis, altamente rabugentas, altamente generosas, pessoas distraídas que perdem as coisas, mal-educadas que buzinam sem necessidade, pessoas conectadas que se preocupam com o lixo, pessoas sedutoras e seduzíveis, possíveis e impossíveis, pessoas que se entregam, pessoas que se privam, pessoas que machucam, pessoas que chegam pra curar desencadeadores de poemas, de sorrisos, de lições de vida que ficarão guardadas para sempre … A vida é tão maravilhosa porque ela nos compensa com ela mesma. E, em se falando de vidas de diversas pessoas bem como de diversos modos de viver em diferentes lugares da terra com escolaridades avançadas, ou aguçadas, assim como ha os analfabetos de letras, também os há de sabedoria por mais letrados que venham ser, poia a vida é assim tem gente entendida que nada entende, assim como tem gente sem entendimento que entende de tudo um pouco... A vida é realmente vida. Olhando acima de nossas cabeças nada encontraremos o que não seja conhecido por todos de Céu, mas, com um significado que muitos procuram entender, depois com um olhar mais aguçado veremos que neste mesmo lugar que chamamos de céu, encontramos um Sol, uma lua, diversas estrelas, bem como pássaros transitando em suas viagens à destino à nós desconhecido, com mais um pouco de sorte e atenção podemos até ver aeronaves transitando à destinos também à nós cá em baixo ignorado. Contudo isso tudo é vida. Depois ao olharmos em nosso redor veremos a imensidão de horizonte, o que quanto mais caminhamos mais percebemos que nunca o atingiremos. Mas, ao olharmos mais atentos, poderemos ver pessoas acima mencionados ao nosso lado/redor, bem como os pássaros, árvores, flores, e natureza diverso. Isto tudo também é vida. Na verdade os vivos podem ver tudo isso e até o que acredita, pois nós somos vidas andantes que fomos trocados por uma vida. No entanto somos vida cedida como vida, e, vida em abundância. Enfim, a vida é simples e boa, assim como a é complicada e ruim. Tudo depende de quem olha vida com olhos de desejos inalcançáveis.













***FRANCIS DE MELLO***

"AMBULÂNCIA TRANSPORTOU PACIENTES PARA OUTRA VIDA!"




Três pessoas morrem em acidente com ambulância no interior de SP.









Paciente de 85 anos e ocupantes de um Uno não resistiram à colisão. Foto: Antonio Ribeiro Britto/Divulgação
Paciente de 85 anos e ocupantes de um Uno não resistiram à colisão.
Foto: Antonio Ribeiro Britto/Divulgação


Três pessoas morreram e quatro ficaram feridas após um acidente envolvendo um carro e uma ambulância na rodovia João Mellão, região de São Manuel, a 264 km de São Paulo, na manhã desta sexta-feira.
De acordo com informações da Polícia Rodoviária, os dois veículos bateram de frente, em uma reta no km 218 da estrada, que sofre com estado ruim de conservação, com grande quantidade de buracos.
O motorista e o passageiro do Fiat Uno, moradores de São Manuel, Juarez Mota, 48 anos, e Fabrício Rogério de Oliveira, de 33 anos, morreram no local. Antônio Maria, 85 anos, paciente da ambulância - que fazia o trajeto Cerqueira César/Jaú - também não resistiu ao acidente e morreu. O motorista e outras três pessoas que estavam na ambulância ficaram feridos e foram socorridos ao Pronto Socorro do Hospital das Clínicas de Botucatu.
Com o acidente, parte da pista ficou interditada e, em função do feriado, o trânsito ficou lento por mais de duas horas até os veículos serem removidos. A polícia ainda não tem maiores informações sobre as causas da colisão. Peritos irão investigar o motivo do acidente.










***FRANCIS DE MELLO***

domingo, 2 de setembro de 2012

"CELSO RUSSOMANNO TERÁ DE SE EXPLICAR NA JUSTIÇA POR TER COMETIDO CRIME DE FALSIDADE IDEOLÓGICA, SEGUNDO MINISTÉRIO PÚBLICO DE SÃO PAULO, O QUE PODE COMPLICAR-LHE A CORRIDA POLÍTICA!"


Russomanno é acusado por MP de falsidade ideológica.















Uma conta de luz pode complicar a vida do líder isolado nas pesquisas de intenção de voto na corrida pela Prefeitura de São Paulo. Celso Russomanno (PRB) é acusado pelo Ministério Público de mentir sobre seu domicílio eleitoral e simular o aluguel de um imóvel em Santo André com o objetivo de disputar a vaga de prefeito da cidade do Grande ABC em 2000. Uma série de testemunhas e, principalmente, a falta de consumo de energia do apartamento onde ele dizia morar naquela época põem em xeque a versão apresentada por ele no caso.
As informações constam de uma ação penal na qual Russomanno é réu desde junho, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu a denúncia contra ele. Após o recebimento, o processo voltou para a primeira instância porque o hoje candidato do PRB já não tinha mais foro privilegiado - ele deixou de ser deputado federal no ano passado. Russomanno tem depoimento marcado para dar explicações à Justiça no dia 29 de janeiro de 2013.
Para o Ministério Público, embora tenha afirmado em documento que morava no apartamento da região central de Santo André, ele nunca residiu no imóvel. A legislação exige que o candidato more na cidade onde se vai disputar um cargo pelo menos três meses antes de pedir a transferência do domicílio eleitoral. Instado a se explicar nos autos, o candidato apresentou, via seus advogados, um contrato de locação e o recibo dos pagamentos dos aluguéis de julho, agosto e setembro de 1999, como forma de comprovar o domicílio.
O Ministério Público, porém, chamou várias testemunhas para depor. Na ação penal, o porteiro do prédio e o vizinho de porta afirmam nunca ter visto Russomanno por lá. Para rebater as acusações, o candidato em São Paulo apresentou quatro testemunhas que disseram tê-lo visto no prédio. A promotoria as desqualificou, justificando que uma era locador do imóvel, outra filiada ao partido de Russomanno e as duas últimas disseram tê-lo visto apenas uma vez.
A pena máxima para o crime de falsidade ideológica é de cinco anos de detenção. Pelo fato de o caso ter ocorrido há mais de uma década, a pena numa eventual condenação poderá estar prescrita. 

Uma série de testemunhas e, principalmente, a falta de consumo de energia do apartamento onde ele dizia morar naquela época põem em xeque a versão apresentada por ele no caso.
As informações constam de uma ação penal na qual Russomanno é réu desde junho, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu a denúncia contra ele. Após o recebimento, o processo voltou para a primeira instância, porque o hoje candidato do PRB já não tinha mais foro privilegiado - ele deixou de ser deputado federal no ano passado. Russomanno tem depoimento marcado para dar explicações à Justiça no dia 29 de janeiro de 2013.
Para o Ministério Público, embora tenha afirmado em documento que morava no apartamento da região central de Santo André, ele nunca residiu no imóvel. A legislação exige que o candidato more na cidade onde se vai disputar um cargo pelo menos três meses antes de pedir a transferência do domicílio eleitoral.
Instado a se explicar nos autos, o candidato apresentou, via seus advogados, um contrato de locação e o recibo dos pagamentos dos aluguéis de julho, agosto e setembro de 1999, como forma de comprovar o domicílio.
O Ministério Público, porém, chamou várias testemunhas para depor. Na ação penal, o porteiro do prédio e o vizinho de porta afirmam nunca ter visto Russomanno por lá. Para rebater as acusações, o candidato em São Paulo apresentou quatro testemunhas que disseram tê-lo visto no prédio.
A promotoria as desqualificou, justificando que uma era locador do imóvel, outra filiada ao partido de Russomanno e as duas últimas disseram tê-lo visto apenas uma vez.
A pena máxima para o crime de falsidade ideológica é de cinco anos de detenção. Pelo fato de o caso ter ocorrido há mais de uma década, a pena numa eventual condenação poderá estar prescrita
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Só faltava isso para Russomanno entregar a eleição de mão beijada para o candidato do PT Fernando Haddad. Se realmente isso ele for condenado com certeza não terá validade sua candidatura. E pelo visto Haddad será o segundo colocado, mesmo no segundo turno. Porém acredito que tal crime esteja prescrito prescrito como mencionado acima! O que não deixa de ser algo que poderá contar no frigir dos ovos, digo, dos votos!
O mais intrigante é que Celso Russomanno, é conhecedor da lei como ninguém, e ocorrer em tal delito, isso sim é de deixar todos de orelha acesa. É pra acabá mesmo!








***FRANCIS DE MELLO***

sábado, 1 de setembro de 2012

"A SAGA DOS COLLOR CONTINUA, FILHO DE PEDRO COLLOR QUE POR SINAL É FERNANDO COLOR TAMBÉM, É OPOSITOR DO EX-PRESIDENTE FERNANDO COLOR DE MELLO, EM UMA PEQUENA CIDADE DE ALAGOAS"



Filho de Pedro Collor concorre a vice-prefeito em cidade de Alagoas e desafia candidato apoiado pelo tio, o ex-presidente Fernando Collor.


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DESAFETOS?
O tio, Fernando Collor de Mello, apoia o rival do sobrinho Fernando
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Na última vez em que os Collor de Mello se enfrentaram publicamente, o Brasil tremeu. A história do País ganhou novos contornos quando, em 1992, Pedro Collor fez uma série de denúncias contra o irmão Fernando, então presidente da República, que acabou sofrendo um processo de impeachment. Pois a saga está de volta: agora a disputa se dá entre um sobrinho e um tio. Aos 28 anos, Fernando Lyra Affonso Collor de Mello (PSD), filho de Pedro e Thereza Collor, postula a vaga de vice-prefeito na pequena Atalaia, cidade alagoana de 45 mil habitantes a 50 quilômetros da capital Maceió. Sua batalha nas urnas se dará contra a chapa do candidato a prefeito Manoel da Silva Oliveira, apoiado pelo tio e senador Fernando Collor de Mello (PTB) – o mesmo que foi retirado da Presidência no embalo das denúncias de Pedro Collor, que morreu de câncer em 1994. Apesar da violenta rivalidade, o jovem Collor diz não guardar mágoas. “Aquele passado já foi. Estamos agora de lados diferentes, mas o dia de amanhã ninguém sabe.” Seu nome de batismo, Fernando, foi uma homenagem feita no período em que os irmãos poderosos mantinham boas relações.
O distanciamento entre Fernando Lyra Affonso Collor de Mello e a família paterna fica claro na maneira como se apresenta. Ele optou por ser conhecido nas urnas como Fernando Lyra, uma forma de homenagear e, ao mesmo tempo, assumir o capital político do avô materno e padrinho: o usineiro e deputado federal João Lyra. “Ele sempre esteve perto de mim, me dá conselhos”, diz o jovem. “Escolhi usar o Lyra porque tudo aqui é Lyra. A usina (maior empregadora da cidade) é Lyra, e todo mundo conhece o João Lyra.” Entre os políticos alagoanos, o jovem é apontado como o sucessor natural do avô, presidente do PSD de Alagoas. Foi o convite do velho Lyra que fez com que o neto regressasse de São Paulo para trabalhar nas empresas da família. “Ele queria que eu fosse vereador por Maceió em 2010, mas minha mãe (Thereza Collor) achava que eu era muito novo.” Recentemente, o patriarca lhe deu a ordem de tomar as rédeas da política de Atalaia, onde o avô se considera traído politicamente pelo atual prefeito. A missão de começar como vice-prefeito de um município pequeno foi um modo de inserir o neto de volta à política local após anos vivendo fora.
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EM FAMÍLIA
Fernando Lyra de boné com o pai, Pedro Collor, e a mãe, Thereza
Fernando Lyra poderia usar na campanha o mesmo nome do maior desafeto de seu pai. “Fernando Collor seria muito forte, ainda mais porque meu tio apoia um adversário nosso.” O ex-presidente pretende intensificar sua agenda política no município. Em 28 de setembro, é tida como certa sua presença, pela segunda vez neste ano, a um evento político na cidade. A disputa, portanto, deve se tornar mais árdua. Em entrevistas, o filho de Pedro Collor sempre faz questão de ressaltar os laços familiares. “Meu pai foi um herói, teve muita coragem”, responde, quando perguntado sobre as denúncias feitas por Pedro Collor. Fernando Lyra enxerga em si características de cada uma das poderosas famílias que carrega nos sobrenomes. “Tenho o carisma dos Collor, o discurso dos Mello e a força dos Lyra.” Não à toa, cogitam seu nome para voos mais altos em 2014, seja para a Câmara Estadual, seja para a Federal.
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Fotos: Geraldo mMagela/Ag. Senado; André Dusek/Ag. Istoé; Leandro Moraes/Folhapress






***FRANCIS DE MELLO***