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sábado, 25 de maio de 2013

"O BRASIL ESTÁ PRESTES À ENTRAR EM UMA GRANDE RECESSÃO"




O Brasil está prestes à entrar numa recessão de dar medo!


O governo Sarney (1985-1990) ficou marcado na história da República brasileira como o governo da “década perdida”, em decorrência do inexpressivo crescimento econômico do período. Herdando as consequências do esgotamento das políticas econômicas da ditadura militar e das crises mundiais da década de 1970, o objetivo principal de seu governo foi conciliar a reformulação das instituições políticas em um sentido democrático representativo e de encontrar soluções para manter uma estabilidade econômica. A expressão deste último ponto pode ser encontrada nas consequências de seus planos econômicos.
O principal desafio do primeiro governo da “Nova República” era conter a inflação dos preços, que em 1985 chegou a 235% ao ano. A solução encontrada pela equipe econômica formada por Sarney encontra-se no “Plano Cruzado”, anunciado em fevereiro de 1986, cujas principais medidas eram: congelamento de preços; substituição da moeda corrente do país, do cruzeiro para o cruzado (daí o nome do plano); gatilho salarial, uma medida de aumento dos salários toda vez que a inflação atingisse 20% ao mês.
Inicialmente, o Plano Cruzado teve sucesso, garantindo à população uma melhoria nas condições de vida, e por outro lado trazendo popularidade ao presidente, que além de transformar a população em “fiscais” de preços, conseguiu uma expressiva vitória eleitoral em 1986.
A melhora das condições foi efêmera, pois já nos últimos meses de 1986 havia falta de mercadorias nas prateleiras, empresários conseguiam burlar as tabelas de preços e vender por preço maior (ágio), falta de carne em face da recusa dos pecuaristas em vender pelos preços tabelados.
Frente a esta situação, Sarney foi obrigado a buscar apoio político entre os grupos conservadores do país para a aprovação de novos planos econômicos (Plano Cruzado II em 1986, Plano Bresser em 1987, Plano Verão em 1989), com o objetivo de controlar os gastos públicos, conter a forte inflação e renegociar a dívida externa.
Uma nova moeda surgiu, o Cruzado Novo, mas as medidas não foram suficientes para a estabilidade econômica, já que não houve mudanças estruturais na economia, e em março de 1990 a inflação alcançou o recorde 84,23% ao mês e um índice acumulado nos doze meses anteriores de 4.853,90%.
A bem da verdade sabemos que esse governo entrou num ritmo de queda e destruição da economia do país, onde levou os brasileiros a viver apenas da especulação inflacionária, ou seja, mais de 60% da classe média viviam de pequenos negócios. Como: comprar e vender bens naturais, casas, terrenos, carros e outro, Mas o que mais deixou o povo mal acostumado foi o investimento ocioso de suas rendas e até da venda de imóveis para se poupar, pois com uma inflação bem acima dos 80%.
Oras, essa mascara que deixara o Brasil se afundar foi tão danificador que Levou muitos brasileiros ao ponto mais cruciante da história. Não bastasse isso, esse caus levou a população a acreditar numa promessa deslavada de Fernando Collor de Mello fazendo-o presidente da Republica na Eleição de novembro de 1989.
Após quase trinta anos sem eleições diretas para Presidente da República, os brasileiros puderam votar e escolher um, entre os 22 candidatos que faziam oposição ao atual presidente José Sarney. Era novembro de 1989. Após uma campanha agitada, com trocas de acusações e muitas promessas, Fernando Collor de Mello venceu seu principal adversário, Luís Inácio Lula da Silva.
Collor conquistou a simpatia da população, que o elegeu com mais de 42% dos votos válidos. Seu discurso era de modernização e sua própria imagem validou a ideia de renovação. Collor era jovem, bonito e prometia acabar com os chamados “marajás”, funcionários públicos com altos salários, que só oneravam a administração pública.
Sua primeira medida, ao tomar posse no dia 15 de março de 1990, foi anunciar seu pacote de modernização administrativa e vitalização da economia, através do plano Collor I, que previa, entre outras coisas:

- Volta do Cruzeiro como moeda;
- Congelamento de preços e salários;
- Bloqueio de contas correntes e poupanças no prazo de 18 meses;
- Demissão de funcionários e diminuição de órgãos públicos;

O objetivo deste plano, segundo Collor, era conter a inflação e cortar gastos desnecessários do governo. Porém, estas medidas não tiveram sucesso, causando profunda recessão, desemprego e insatisfação popular.
Trabalhadores, empresários, foram surpreendidos com o confisco em suas contas bancárias. O governo chegou a bloquear em moeda nacional o equivalente a oitenta bilhões de dólares.
O governo Collor também deu início às privatizações das estatais e à redução das tarifas alfandegárias. Com produtos importados a preços menores, a indústria nacional percebeu a necessidade de se modernizar e correr atrás do prejuízo. O que na verdade não aconteceu como programado, fazendo assim com que Collor decidisse implantar seu mais novo pacote econômico já com sei meses depois do primeiro, Collor lançou um segundo plano, o Collor II, que também previa a diminuição da inflação e outros cortes orçamentários. Mas, novamente, não obteve êxito e só fez aumentar o descontentamento da população, fazendo assim com que seu prestígio começasse a ruir. O que fez com que a  ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello, não suportar a pressão e em maio de 1991 veio a pedir demissão do cargo. Em seu lugar, assumiu Marcílio Marques Moreira, até então embaixador do Brasil, em Washington que na circunstância em que estava o país não lançou nenhuma medida de impacto. Sua proposta era liberar os preços e salários gradualmente, porém não teve bons resultados, fazendo assim o país entrar num caos total, o que o levou a renuncia, depois da câmara dos deputados tentar sua cassação.
Itamar Franco foi empossado Presidente da República em outubro de 1992, após a renúncia de Fernando Collor, que enfrentava um processo de impeachment. Vice-presidente à época, o mineiro de Juiz de Fora governou de 1992 a 1995, período que ficou conhecido como “República do Pão de Queijo”.
Seu principal legado está ligado ao Plano Real, um pacote de medidas econômicas que vinha na esteira de outros planos apresentados anteriormente, nos governos de Sarney e Collor, com o intuito de controlar a inflação e estabilizar a economia. Diferentemente dos demais, o Plano Real entrou em vigor em março de 1994 respaldado por Medida Provisória, garantindo assim um aparato legal inexistente anteriormente.
A equipe que elaborou o Plano Real era formada por economistas oriundos da PUC do Rio de Janeiro, sendo alguns formados nos Estados Unidos, e tinha como coordenador Fernando Henrique Cardoso (FHC), sociólogo nomeado ministro da Fazenda por Itamar Franco em maio de 1993.
O objetivo do plano era criar condições para enfrentar a inflação, principalmente através do controle cambial, e garantir condições para o investimento de capitais estrangeiros para recuperar a economia nacional. Durante a transição do cruzeiro para o real (a nova moeda), seria utilizada a Unidade Real de Valor (URV), um indexador cuja função era corrigir diariamente os preços até a adoção da nova moeda. Podendo se dizer assim que a nova moeda seria vinculado ao dólar onde a emissão de novas quantidades estariam condicionado ao volume de moeda estrangeira guardado nos cofres do Banco Central do Brasil, o que inicialmente valia apenas noventa centavos de Real.
Em razão disso, as principais consequências destas medidas ficaram por conta do controle da inflação; do aumento dos investimentos de capital estrangeiro, em razão dos altos juros praticados no país; e a maior abertura da economia às importações, estimulando a concorrência produtiva da indústria nacional com o mercado externo. Essa medida adotado no governo de Itamar Franco fez com que o país viesse se inserir com mais profundidade na globalização econômica, tomando assim um novo rumo às medidas neoliberais que seriam adotados no governo seguinte como as privatizações de empresas estatais e diminuição da intervenção do Estado na economia. 
Em primeiro de julho de 1994 passou a vigorar a nova moeda do país, o Real. O Banco Central fixou uma paridade entre o Real e o Dólar, a fim de valorizar a nova moeda. Um Real era o equivalente a Um Dólar.
O Plano Real animou empresários e a população, e impulsionou o consumo interno. Mas o que era festa, virou preocupação para o governo. Com o consumo em alta, temia-se a volta da inflação. 
O então ministro da Fazenda acabou por se tornar o Salvador da pátria, o que o levou a se candidatar para a próxima gestão governamental levando-o à uma vitória já no primeiro turno.
F H C tomou posse em primeiro de janeiro de 1995, sucedendo ao presidente Itamar Franco. Com o sucesso da nova moeda, a principal preocupação era controlar a inflação. Para isto, o governo elevou as taxas de juros da economia, outra iniciativa de destaque de Fernando Enrique foi privatizar empresas estatais, como a Vale do Rio Doce e Sistema Telebras. Enfrentou muitas críticas de vários setores da sociedade, principalmente de partidos de oposição, como o PT (Partido dos Trabalhadores).
Surgiram muitas denúncias relacionadas às privatizações, de favorecimentos para determinadas empresas internacionais na compra das estatais. Porém, não impediram o plano do governo de levantar verbas para promover as reformas necessárias no plano político.
Em 1997, foi aprovada pelo Congresso uma emenda constitucional permitindo a reeleição para cargos executivos: Presidente da República, Governadores e Prefeitos. Manobra política que beneficiaria FHC nas eleições de 1998.
Outra vez o governo foi acusado de corrupção, por compra de parlamentares em troca do voto favorável à proposta de reeleição. A oposição instalou CPIs (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar as denúncias. Mas Fernando Henrique e aliados conseguiram abafar o caso.
Calcado na estabilidade econômica e controle da inflação, Fernando Henrique conseguiu se reeleger, em 1998. Disputou a eleição e venceu novamente no primeiro turno. 
No entretanto, seu segundo mandato começou em meio a crises. O país estava mergulhado em uma recessão econômica. Para controlar a inflação, as medidas desestimularam o consumo interno e, consequentemente, elevaram o desemprego.
Para piorar, uma crise internacional atingiu o Brasil no início de 1999. Os investidores, receosos, tiraram bilhões de dólares do Brasil. Não houve como manter a paridade Dólar/Real. O governo foi obrigado a desvalorizar a moeda e também recorrer ao FMI (Fundo Monetário Internacional). Com os empréstimos do FMI em mãos, teve de adotar um rígido controle sobre os gastos públicos, diminuir investimentos públicos e elevar ainda mais as taxas de juros.
no ano de 2001, FHC se embrenhou em uma crise dentro do Governo em que t
rês Senadores da base aliada foram desmascarados com uma série de denúncias e acabaram renunciando ao mandato, são eles: Jader Barbalho, Antonio Carlos Magalhães e José Roberto Arruda. 
Neste mesmo ano ocorreu o famoso "apagão". Episódio este que levou o país a uma crise nacional no fornecimento e distribuição de energia elétrica, obrigando a população a reduzir seus gastos de energia. 
Durante o segundo mandato, FHC somente “administrou” as crises em seu governo, as quais desgastaram profundamente sua popularidade. Em 2002, houve eleições presidenciais, mas poucas vezes Fernando Henrique apareceu ao lado do candidato do governo, José Serra.    
De acordo com estudiosos da economia brasileira, o período de junho de 2003 a julho de 2008 foi a fase de maior expansão para a economia brasileira das últimas três décadas, indica estudo divulgado nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV). Nesses cinco anos, a indústria se expandiu, as vendas do comércio registraram alta e a geração de emprego e renda cresceram. A análise foi realizada pelo Comitê de Datação de Ciclos Econômicos, coordenado pelo ex-presidente do Banco Central Affonso Celso Pastore, e teve participação de mais seis economistas.

'Era Lula' foi a melhor fase da economia brasileira dos últimos 30 anos, diz FGV.

Segundo o estudo, que considerou dados a partir de 1980, o bom desempenho da economia começou seis meses após a posse do presidente Lula e se prolongou por 61 meses. O segundo melhor período foi entre fevereiro de 1987 e outubro de 1988, na gestão do ex-presidente José Sarney.
O menor período recessivo, de acordo com o levantamento, foi também no governo atual e durou seis meses: de junho de 2008 a janeiro de 2009, quando o país conviveu com a recessão. Mesmo sendo menos afetado do que outros países, o Brasil sofreu nesse período reflexos da crise financeira internacional.
O maior intervalo de baixo desempenho, classificado de recessivo, por se estender por meses seguidos, ocorreu entre junho de 1989 e dezembro de 1991, prolongando-se até janeiro de 1992, num total de 30 meses. Essa fase crítica começou em meio à campanha pela primeira eleição direta para a Presidência da República depois do regime militar (1964-1985).
De acordo com o estudo, nas três décadas analisadas, o Brasil passou por oito ciclos de negócios entre intervalos de fases boas e ruins. Os períodos recessivos duraram, em média, 15,8 meses e os de expansão, 28,7 meses.
Economistas apontam o mercado de trabalho como uma das principais faces da expansão econômica da Era Lula. Além do recorde no emprego, a renda do trabalhador vem crescendo a uma média de 5% ao ano, já descontada a inflação.
“O movimento se intensificou a partir de 2005, com queda do desemprego, aumento do emprego formal e maior poder de compra”, diz Cimar Azeredo, gerente da pesquisa mensal de emprego do IBGE.
Segundo ele, o nível de desemprego caiu 45% nos últimos oito anos e as oportunidades são cada vez mais dominadas por pessoas de maior escolaridade, um efeito “positivo” e que demonstra a “qualificação” do mercado.
A participação dos trabalhadores com mais de 11 anos de estudo saiu de 16% do total em 2001 para 46% em 2009.
“Estamos vivendo um mercado vigoroso, sem picos”, diz Azeredo.
Crescimento econômico
Por trás da expansão do emprego e da renda está um crescimento econômico que, apesar de alguns percalços, está acima da média do país, considerando a inflação sob controle.
Nos oito anos da Era Lula, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu a uma média anual de 4%, enquanto nos oito anos anteriores essa expansão foi de 2,3%.
Os economistas fazem ressalvas na comparação, com o argumento de que o Brasil de Lula não apenas encontrou um mercado internacional mais “favorável”, como também se beneficiou das reformas implementadas durante o governo Fernando Henrique Cardoso.
Ainda assim, os ganhos são considerados “expressivos”. “Tivemos o restabelecimento da expansão econômica com geração de empregos, algo que não vimos na década de 1990”, diz Cláudio Dedecca, economista da Unicamp.
Os resultados dos últimos oito anos foram também turbinados por uma forte política de transferência de rendas, tanto por meio do Bolsa Família como também do aumento do salário mínimo acima da inflação.
Como conseqüência, a classe média – formada por famílias com ganhos de R$ 1.064 a R$ 4.591 – cresceu 44% em oito anos, tornando-se um dos principais símbolos da economia na Era Lula e a classe majoritária no país, representando mais de 50% da população.
Em oito anos, o consumo entre os integrantes da classe C cresceu 6,8 vezes e quase se igualou às despesas das classes A e B somadas, segundo o IBGE.
Desafios
O mesmo crescimento que marcou os anos Lula e fez disparar o consumo no país também deixa alguns desafios à nova presidente.
Se por um lado coube a Lula tirar a economia do marasmo e dar poder de compra a milhões de brasileiros, Dilma Rousseff terá a tarefa de “aperfeiçoar” esse processo, segundo economistas.
Dentre as prioridades estará a inflação, que voltou a assustar nos últimos meses e deve fechar o ano em 5,9%, pelas estimativas de mercado. Para 2011, a previsão é de 5,3%, o que coloca os dois valores acima do centro da meta estipulada pelo governo.
“Após os estímulos ao consumo no pós-crise, que foram acertados, espera-se agora que o objetivo da política econômica retorne para seu curso natural, que é a austeridade fiscal baseada na redução efetiva de despesas administrativas”, diz o economista-chefe da agência de risco Austin Rating, Alex Agostini.
Competitividade
Outro desafio para a futura presidente será o de estimular a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, que vem sendo prejudicada em função da valorização da moeda brasileira.
A previsão é de que as exportações cresçam 30% este ano, número que deve cair para 12% no ano que vem.
Um exemplo é o da indústria de transformação, que em 2005 registrava um superavit comercial de US$ 31,9 bilhões e chegou ao mês de junho deste ano com um deficit de US$ 13,9 bilhões.
“Existe uma certa preocupação sobre a perda de competitividade do produto brasileiro e com o forte crescimento das importações”, diz o analista-sênior para América Latina da Economist Intelligent Unit, Robert Wood.
Lula deixa assim um legado em alta, fazendo assim seu sucessor.
Na economia, desenvolvimentismo. Esse parece ser a nova marca do governo. As mudanças promovidas pela presidente Dilma Rousseff em relação aos anos do ex-presidente de Luiz Inácio Lula da Silva vão ficando mais claras a cada dia e têm provocado intenso debate. Ninguém mais tem dúvidas de que a ortodoxia à brasileira (ou seja, sem muito radicalismo) adotada por Lula foi abandonada por Dilma.  
É verdade que os primeiros indícios de uma nova orientação foram dados ainda em 2010, quando o governo implementou medidas para conter a valorização do real ante o dólar. Nos nove primeiros meses de 2011, porém, a estratégia foi radicalizada.A inesperada decisão do Banco Central (BC) de reduzir a taxa básica de juros (Selic) de 12,50% para 12% ao ano no fim de agosto foi o segundo indício. A pá de cal foi o aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos importados, anunciado quinta-feira."A medida na área automotiva marca uma mudança importante não só em relação ao governo Lula, mas às políticas dos últimos 20 anos. O Brasil caminhava para ser uma economia mais aberta do ponto de vista do comércio exterior", afirmou o economista José Márcio Camargo, professor da PUC-RJ. 
Pois bem, diante de tudo isso vemos agora o país de todos entrar em um momento de grande perspectiva de recessão no qual num visto em época alguma.
É sabido que a equipe econômica tem se esperneado de todos os modos para conter a inflação, o crescimento, o balcão de emprego em alta, entres outros fatores positivos até há bem pouco tempo atrás, o que já nos deixa com saudade. Vemos aí bem próximo a copa do mundo que acontecerá aqui e também as eleições que acontecerá no mesmo ano. Tudo isso tem feito com que a presidenta Dilma lute com todas suas forças para segurar as rédeas de um país que está se desfreando e tentando trilhar caminho oposto do que ela e sua equipe vem traçando. Acredito que isso lhe será possível até o final da copa, e até mesmo depois de sua possível vitória para o segundo mandato.
Como já somos experientes com os segundos mandatos de FHC e LULA, não tenha sido assim tão promissor, o de Dilma não será diferente, com exceção do momento de recessão em que estamos prestes a entrar. 
Vejamos estudos a seguir;   

A possibilidade de que a desaceleração na China e a retomada dos EUA ocorram em ritmo mais forte do que o previsto representa um risco para o Brasil.
As duas maiores economias do mundo caminham em direções opostas.
Se esse descasamento se acelerar rapidamente, o Brasil poderá se deparar com dificuldades para financiar o crescente rombo em suas contas com o exterior, que chegou a 3% do PIB (Produto Interno Bruto).
Uma fraqueza mais acentuada da China levaria a uma desaceleração maior das exportações brasileiras, podendo provocar um maior deficit em conta-corrente.
Esse saldo negativo nas transações do país com o exterior precisa ser financiado com recursos externos.
Nos últimos cinco anos de deficit, os investimentos estrangeiros diretos cobriram os buracos. Em 2013, essa situação mudou. O país voltou a depender de recursos mais voláteis, como investimentos em ações e renda fixa.
A expectativa de analistas para a entrada desses fluxos no Brasil em 2013 é boa.
A possível pedra no caminho pode ser uma recuperação mais rápida dos EUA.
Isso levaria parte desses recursos a sair de mercados emergentes e migrar para ativos americanos, principalmente em um possível cenário de alta de juros nos EUA.
PROBABILIDADE
A probabilidade de que desaceleração mais forte na China e recuperação mais robusta nos EUA ocorram ao mesmo tempo ainda não é considerada grande. Mas tem crescido, segundo analistas.
"A chance hoje está entre 10% e 15%. Não é grande, mas também não se pode dizer que seja um risco pequeno", diz André Loes, economista-chefe do HSBC.
Editoria de Arte/Folhapress
Economistas ressaltam que, ainda que esse cenário arriscado para o Brasil se concretize, o impacto para a economia não seria drástico como em crises do passado.
Reservas de US$ 375 bilhões ajudariam a conter uma desvalorização do real.
Mas, segundo o economista Affonso Celso Pastore, a tendência seria de uma "correção contracionista" no Brasil, ou seja, com impacto negativo sobre a atividade:
"Se houver restrição de capital quando os Estados Unidos começarem a retirar liquidez do mercado, o câmbio no Brasil sofrerá um ajuste", disse Pastore durante seminário da EMTA (Emerging Markets Trade Association) na última quinta-feira.
Uma desvalorização mais forte do real pressionaria a inflação, que está próxima ao teto da meta, de 6,5% (o centro da meta é 4,5%).
Isso poderia forçar o Banco Central a aumentar mais os juros, freando o crescimento bruscamente.
CHINA
A expansão da China já tem perdido ímpeto, o que levou a uma queda nos preços de commodities.
Para Fernanda D'Atri, economista do Bradesco, embora a demanda da China por commodities como aço deva crescer em ritmo menor, o apetite do país por produtos agrícolas seguirá firme.
Esse é o cenário da maioria dos analistas, que, no entanto, se mostra mais preocupada. Recentemente, bancos e consultorias soltaram relatórios sobre os riscos de expansão menor que os cerca de 8% previstos para 2013.
"Se a China se desacelerar mais fortemente, será um cenário preocupante para o Brasil", disse a economista Lia Valls Pereira, da FGV.
Duncan Innes-Ker, da EIU (Economist Intelligence Unit), afirma que os maiores riscos para a China são a dependência de altas taxas de expansão do crédito para crescer e a falta de reformas.
Em um aparente passo para atacar os problemas, a China anunciou ontem que abrirá espaço para maior participação da iniciativa privada.

Diante disso, nos resta estar no meio da torcida torcendo para que nossos cálculos sejam bastante errados, e que nada disso venha acontecer e que no meio dessa trajetória venha aparecer um Salvador da Pátria como foi no mandato de Itamar Franco.



***FRANCIS DE MELLO***

Um comentário:

  1. SP: inflação semanal acelera alta a 0,13% na 1ª prévia de junho!


    O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo subiu 0,13% na primeira semana de junho, após fechar maio com alta de 0,1%, informou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) nesta terça-feira.
    Na primeira semana de junho, os preços do grupo Habitação subiram 0,1%, representando 0,0314 ponto percentual do índice, após variação negativa de 0,01% em maio. Já o grupo Alimentação mostrou queda de 0,12%, representando -0,0273 ponto percentual do IPC-Fipe do mês, mostrando perda de ímpeto deflacionário após recuo de 0,28% em maio.
    O IPC-Fipe mede as variações semanais dos preços às famílias paulistanas com renda mensal entre um e dez salários mínimos. A divulgação do IPC-Fipe referente à segunda semana de junho ocorrerá em 18 de junho.

    Realmente a coisa está indo de mal a pior, o que com certeza poderá haver uma grande recessão no Brasil.

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